Venda de açúcar reduz sufoco das destilarias do Paraná
Arquivo FolhaNa ponta do lápisProdução de um litro de álcool custa às destilarias R$ 0,30, e algumas vendem o combustível por R$ 0,17/litroA movimentação financeira com a comercialização do açúcar deverá amenizar a falta de capital de giro das empresas que beneficiam álcool e açúcar. Isso porque a comercialização de açúcar ainda é rentável, apesar da queda no preço do produto no mercado internacional que já atingiu 40%, justificou o economista Disonei Zampieri, do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
As exportações de açúcar já começaram, mas tendem a se intensificar até o mês de junho. A previsão é de aumento nas exportações uma vez que a produção de açúcar devem ficar entre 10% e 15% maior este ano. A previsão é beneficiar 1,2 milhão de toneladas, contra 1,15 milhão de toneladas beneficiadas em 1998. Segundo o Deral, o Brasil contribui com 15% da produção mundial de açúcar, com 17,3 milhões de toneladas em 1998.
Com o aumento dos estoques mundiais e com a retração dos países compradores da Ásia e da Rússia, a queda de preço no mercado internacional é drástica, explicou Zampieri. Ele acredita na reversão desse quadro, porque a Rússia está aproveitando os preços baixos e voltou a comprar açúcar na semana passada. Mas aumentos significativos estão projetados somente a partir do ano 2.000, disse.
No porto de Paranaguá, os embarques de açúcar já iniciaram. Esse ano, de janeiro a abril já foram embarcados 237.303 toneladas de açúcar, em granéis sólidos, contra 179.518 toneladas no mesmo período do ano passado. Em sacaria, já foram embarcadas 94.183 toneladas esse ano, contra 131.882 toneladas no mesmo período do ano passado. Até ontem, haviam sete navios esperando para embarcar um total de 156.200 toneladas de açúcar.





