Além da paradeira no mercado físico da soja, normal nesta época do ano, os negócios antecipados com o grão, tanto através da Cédula do Produtor Rural (CPR) ou no mercado de soja verde, estão paralisados. Segundo o operador de mercado, Carlos Alberto Carraro, os preços fixados para a entrega na safra não têm atraído os produtores. ‘‘Houve um volume razoável de negócios antecipados quando a soja era negociada a US$ 13,50/saca. Hoje, com a saca fixada em US$ 11,50, os produtores não se interessam por esta modalidade de comercialização’’, afirma.
Carraro estima que 20% da próxima safra de soja foi comercializada através de CPR e venda antecipada. ‘‘Muitos produtores antecipam a venda para custear a implantação da lavoura, ou trocam a produção por insumos’’, comenta.
O operador de mercado diz que os produtores deixaram de procurar a venda antecipada por ter esperança de que os preços melhorem na época prevista para a entrega. ‘‘Mas o mercado trabalha com expectativa de baixa, já que o atual quadro mundial aponta para um mercado ofertado’’, comenta.
Ele observa que os Estados Unidos vai colher a segunda maior safra de soja da história, e a Argentina e o Brasil também terão um bom resultado. O Brasil deve colher 26 milhões de toneladas de soja e a Argentina 13,4 milhões.
Já no mercado futuro, a soja, para entrega em abril/maio, está sendo negociada a US$ 13,80. Ao produtor, a saca no mercado futuro, fica em US$ 12,80. Carraro observa que este ano as cotações da soja registraram os melhores preços no mercado futuro. No último mês de setembro, o grão chegou a ser negociado a US$ 16,00/saca, para entrega em maio.

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