Venda a prazo estabiliza taxas de juros
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de fevereiro de 1997
Agência Estado de São Paulo 
Arquivo FolhaCustoA pesquisa nacional verifica grandes variações de taxas, de acordo com os segmentos e os produtos do mercadoAs taxas de juros cobradas pelo comércio nas vendas a prazo ficaram estáveis em janeiro em relação à média de dezembro, mas aumentou a diferença em relação à taxa do CDI. Os juros continuaram em 9,53% ao mês em janeiro, mas a taxa do CDI caiu de 1,79% em dezembro para 1,69% no mês passado, uma diferença de 463,91% em relação aos juros nas lojas. Em dezembro, a diferença era de 432,40%. O levantamento é realizado mensalmente pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
A pesquisa mostra variações grandes nas taxas cobradas em vários segmentos do comércio. A menor é para o financiamento de veículos, de 5,71% na média das capitais. A maior taxa é cobrada na venda parcelada de artigos para ginástica, de 12,07% em média.
Os juros também variam de acordo com o número de prestações do financiamento. A taxa de 11,54% mensal nos financiamentos inferiores a seis meses cai para 8,91% ao mês quando o prazo aumenta para 12 meses. A taxa mensal é ainda menor (8,69% ao mês) para prazo de 18 meses e volta a subir para 8,98% para prazos superiores a 18 meses.
Pesquisa do Procon de São Paulo mostra juros entre 6% e 6,95% nas lojas de eletroeletrônicos. Os técnicos compararam os preços cobrados a prazo com o valor à vista. Em alguns casos, é possível comprar o produto à vista com quase metade do valor à prazo.
É o caso de um eletrodoméstico vendido por R$ 409,00 à vista no Ponto Frio. Com juros de 6,95% ao mês - 123,96% ao ano - o preço salta para R$ 684,00 em 18 prestações de R$ 38,00. Se o consumidor guardar essa quantia todo mês, poderá comprar o produto em 11 meses.


