O comércio de Londrina fechou agosto com quadro de retração das vendas. Segundo números divulgados ontem pela Associação Comercial e Industrial (Acil), referentes ao SCPC, as lojas venderam 1,35% menos a prazo do que no mês de julho e 17,4% menos do que em agosto do ano passado. Neste mês, o SCPC atendeu 95.739 consultas, contra 97.058 em julho deste ano e 115.917 em agosto de 97.
Já as consultas ao Protecheque, que servem de referencial para o comportamento das vendas à vista, foram 9,34% maiores em agosto na comparação com julho e 5,65% inferiores se comparadas com agosto de 97. O Protecheque da Acil realizou este mês 37.703 consultas, contra 34.480 em julho e 39.962 em agosto do ano passado.
Após três meses de recuos consecutivos, a inadimplência no comércio de Londrina voltou a crescer em agosto. Foram realizados 8.409 novos registros no cadastro de inadimplentes do SCPC, número 5,04% superior ao verificado em julho (8.005) e 50,64% maior que o de agosto do ano passado (5.582). No Protecheque, foram feitos em agosto 258 registros, contra 156 em julho (crescimento de 65,38%) e 144 em agosto passado (alta de 79,16%).
Em compensação, o número de cancelamentos de registros, ou seja, de consumidores que quitaram seus débitos e tiveram o crédito restabelecido, manteve-se elevado. No mês de agosto, 4.968 consumidores tiveram o nome retirado do cadastro do SCPC, contra 5.094 em julho (redução de 3,4%) e 3.133 em agosto passado (aumento de 58,57%).
No acumulado do ano - números fechados de janeiro a agosto - as vendas a prazo apresentaram pequeno recuo, segundo os números do SCPC. Entre janeiro e agosto do ano passado, foram feitas pelo SCPC 826.969 consultas, contra 784.086 no mesmo período deste ano. Redução de 5,18%.
Os registros de inadimplência subiram 48,95% no comparativo entre os dois períodos, de 44,207 em 97 para 65.688 este ano. Já os cancelamentos apresentaram crescimento em índice maior, 61,7% - 22.223 de janeiro a agosto de 97 contra 35.935 este ano.
Na avaliação do presidente da Acil, Valter Luiz Orsi, os números do sistema de crédito revelam um quadro preocupante. ‘‘Esperávamos ter este mês o início de uma reação positiva no comércio, que sentimos apenas parcialmente no crescimento das vendas à vista’’, analisa. Segundo Orsi, o fim da ‘‘ressaca’’ da Copa (que provocou redução das vendas por ter criado vários ‘‘feriados’’ durante os meses de junho e julho) deveria ter representado uma reversão de tendência.
‘‘Nossa expectativa é de que a reação ocorra a partir de agora’’, acrescenta o presidente da Acil. Orsi afirma também que os trabalhos da Associação específicos para estimular o setor comercial serão iniciados no período que antecede o Dia das Crianças, quando as lojas da Cidade serão mobilizadas por uma grande campanha (que ainda está sendo finalizada).

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