Comida sobre rodas – os famosos food trucks – ainda é um conceito relativamente novo em Londrina, mas já tem encontrado uma freguesia fiel nos diversos eventos em locais privados que acontecem na cidade. Afinal, o londrinense adora comer fora de casa. Agora, os empresários que trabalham nestes simpáticos e modernos veículos adaptados oferecendo diferentes iguarias gastronômicas estão na expectativa de empreender também nos espaços públicos do município.
Uma lei sancionada no final do ano passado rege, a partir de agora, as atividades de food truck em Londrina. A regulamentação será feita por meio de decretos – que ainda estão em discussão – que definirão os locais e horários do funcionamento, metragem, tipos de carros, alvarás e taxas de exercício da atividade. No último mês de março, os empresários participaram de uma reunião com representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) em que foi exposta uma minuta com alguns pontos para ser definidos. Atualmente, existem aproximadamente 30 food trucks e food bikes na cidade.
Um dos pontos nevrálgicos debatidos é que os locais seriam determinados por meio de licitação. O empresário então concorreria a um "bloco" com diferentes locais, onde os food trucks fariam um rodízio durante a semana. O presidente da recém-criada Associação Londrinense de Food Trucks, Carlos Henrique Araújo, explica, entretanto, que já foi sugerido pela própria CMTU que a associação assuma todos os blocos de locais que serão licitados, sem necessidade de disputa por lances. "Isso permitiria que todos pudessem participar, sem detrimento daqueles com menor poder aquisitivo e com a vantagem do valor pela concessão não ser exagerado, incompatível com o início de um empreendimento. Essa proposta, sem dúvida alguma, será aprovada pela Associação, que buscará o entendimento com os grupos de empreendedores para viabilizá-la".

Coletivo
Um outro ponto que ainda está sendo debatido é que a minuta sugere apenas um food truck por local. Entretanto, como trabalham atualmente em eventos privados, os empresários estão acostumados com a coletividade. Hoje, são dois grupos de food trucks na cidade, que participam entre três e quatro eventos fixos semanalmente em diferentes localidades. "Estamos acostumados a trabalhar na área privada de maneira coletiva, mas isso são apenas alguns pontos que precisam ser alinhados. A expectativa de trabalhar em locais públicos é excelente. Vai depender de cada comerciante continuar na área privada ou focar no dia a dia da cidade, além da adequação dos horários. Diferentemente do que aconteceu em Curitiba, onde todo o processo foi burocrático e demorado, aqui está fluindo com muita naturalidade. Esperamos que a associação consiga definir todos estes pontos e tudo esteja certo ainda no primeiro semestre".
Atualmente, de todos os food trucks e food bikes de Londrina, em torno de 60% estão na Associação. Carlos Henrique, que possui dois deles, um de chopp artesanal e drinks (este tipo não pode concorrer na licitação) e outro de comidas de boteco, acredita que 2015 foi um ano de plantio do segmento e que 2016 tem tudo para crescer significativamente. "A Associação inclusive está indicando quais as atividades ainda não há food trucks trabalhando, para que não haja muitos comerciantes com o mesmo negócio. Hoje, por exemplo, temos oito food trucks de hambúrguer, dois de comida japonesa, três de pasteis, um de massas, entre outros. Existem outros ramos, como frango frito e comida árabe, que ainda não temos nenhum. Há espaço para crescer", finaliza.

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