A Argentina terá uma terceira moeda e não irá desvalorizar a moeda nacional, o peso, nem dolarizar a economia do país. Esta foi a afirmação do novo presidente argentino, Adolfo Rodríguez Saá, que no discurso de sua posse declarou que ''as opções da desvalorização ou dolarização são falsas''.
Segundo ele, uma desvalorização implicaria em diminuir o salário dos trabalhadores, além de poder causar ''um descontrolado aumento de preços, atingindo o consumo de setores assalariados ou com receitas fixas''.
Por este motivo, Rodríguez Saá sustentou que nos próximos dias anunciaria a criação de uma terceira moeda ''com a intenção de injetar fluidez no consumo popular''. Esta terceira moeda substituiria a miríade de bônus provinciais em circulação em todo o país. Os diversos bônus, entre eles, o patacón, da província de Buenos Aires, consistem em 20% do total de circulante. O nome do novo bônus, ou pseudo-moeda, deverá ser ''argentino''.
O respaldo da terceira moeda será puramente a confiança em seu emissor, o Estado. Analistas consideram que a criação desta pseudo-moeda, que não estará respaldada pelo dólar, começará a médio prazo, a torpedear a conversibilidade econômica, que desde 1991 estabelece a paridade um a um entre o peso e o dólar. Gradualmente, o peso começaria a sofrer uma desvalorização, na prática.

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