São Paulo Não tem jeito: você contrata o serviço de acesso à internet mais rápido de seu provedor e existem momentos em que ele parece extremamente lento. As aparências enganam, mas não neste caso. Ele é lento mesmo, bem abaixo do padrão internacional. Aqui, as velocidades mais comuns são de 300 ou 500 quilobits por segundo (kbps). Nos Estados Unidos, na Europa, no Japão e até na Coréia do Sul, a banda larga costuma ter 2 megabits por segundo (Mbps) ou mais. Um megabit equivale a mil quilobits. Ou seja, o internauta estrangeiro navega pelo menos quatro vezes mais rápido que o brasileiro.
Não é à toa que o brasileiro está no topo da lista dos que mais ficam conectados à internet, segundo números do Ibope. No acesso, a velocidade que os internautas locais enfrentam é pelo menos quatro vezes menor que aquela disponível para os estrangeiros. Isso sem contar possíveis gargalos que podem existir além do acesso, entre a operadora e a internet.
Mas, para Marcelo Coutinho, diretor-executivo do Ibope Inteligência, uma coisa não tem a ver com a outra. ''É uma bobagem, quanto mais fácil e mais rápido, mais tempo as pessoas ficam na internet'', explicou Coutinho.
Da passagem da internet discada para a banda larga existe um incentivo, além da velocidade, para as pessoas usarem mais o serviço. Quando a cobrança é por pulsos, o internauta pensa duas vezes antes de ficar muito tempo conectado. Quando o preço é único, não existe motivo para pensar em desligar. A não ser que a conexão seja tão rápida que permita fazer tudo o que quer em pouco tempo.

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