Quem gasta pouco no cartão de crédito deve pensar duas vezes antes de pagar uma nova anuidade. Dependendo do volume de despesas mensais, pode não valer a pena, financeiramente, recorrer ao dinheiro de plástico.
Veja, segundo cálculos do professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho, qual o volume de gastos que compensam o pagamento da anuidade de R$ 72,00, por exemplo, de um cartão internacional. Dutra estimou que o consumidor teria sempre um mês entre a data da compra e a do pagamento da fatura e conseguiria aplicar o dinheiro destinado à quitação da despesa a uma taxa mensal de 1,3%. Nesse exemplo, seria necessário gastar R$ 461,54 por mês para compensar o custo da anuidade.
É fácil entender o raciocínio de Dutra: se aplicar R$ 461,54 num investimento que renda 1,3%, o consumidor obtém R$ 6,00 por mês. Em 12 meses, teria rentabilidade de R$ 72,00 - o mesmo valor da anuidade. No caso de um cartão nacional com anuidade de R$ 48,00, o gasto mensal necessário é de R$ 307,69.
Dutra entende que, na época da inflação elevada, havia motivos para o consumidor ter mais de um cartão de crédito. Com dois ou mais cartões, há mais de uma data de vencimento da fatura, o que possibilita pagamentos em prazos mais dilatados. Com a estabilização da economia, Dutra não vê motivos que justifiquem a posse de vários cartões, considerando as anuidades. ‘‘O ideal é ter apenas um.’’

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