Veja as ações que têm compra indicada
Arquivo FolhaHora de comprarOs preços de algumas ações ficaram bastantes baixos após a crise asiática: oportunidade para investirEmbora as ações de estatais devam ter o melhor desempenho nas Bolsas em 1998, em virtude da perspectiva de privatização, há vários papéis de empresas privadas que aparecem como boas oportunidades de investimento. Depois da crise asiática, os preços de determinadas ações ficaram bastante baixos, e algumas empresas tendem a ser pouco afetadas pela desaceleração da atividade econômica prevista para o primeiro semestre.
O responsável pela área de Pesquisa do Banco Pactual, Guilherme Aché, indica as ações ordinárias de Souza Cruz. É uma empresa muito bem administrada, que paga bons dividendos e tem muito dinheiro em caixa. Ele destaca ainda o fato de que a companhia está expandindo suas exportações.
Outra indicação de Aché é Gerdau PN. A empresa, do setor siderúrgico, também é boa pagadora de dividendos e tem recursos disponíveis.
O sócio-diretor da Tudor Asset Management, Roberto Dotta Filho, também recomenda as ações da Gerdau. Segundo ele, a empresa é grande fornecedora para a construção civil, que deverá ter bom desempenho este ano. Como 1998 é ano eleitoral, muitas obras governamentais serão aceleradas.
As companhias com dinheiro em caixa, aliás, acabam beneficiando-se dos juros elevados, pois podem aproveitar a oportunidade e aplicar os recursos no mercado financeiro.
O coordenador de Análise da consultoria Lafis, Jorge Kotani, indica a ação de Coteminas. Trata-se da melhor empresa do setor têxtil no País. Além de ser bastante competitiva internacionalmente, Kotani comenta que Coteminas é grande fornecedora do mercado interno e está no momento bem capitalizada.
Dotta Filho, da Tudor, aponta ainda as ações de Ericsson. A empresa, fornecedora de equipamentos de telecomunicações, deverá ser diretamente beneficiada pelos pesados investimentos que devem ser feitos no setor, por conta do processo de privatização do sistema Telebrás.
Falta de liquidez Quem investir nessas ações, porém, precisa saber que elas têm bem menos liquidez (menos facilidade de negociação) do que as das estatais. E, como todo investimento nas Bolsas, é preciso esperar o retorno a longo prazo. Antes de olhar a porta de entrada, o investidor olha primeiro para a porta de saída, diz Kotani, referindo-se ao fato de que, antecipando-se a momentos de incerteza, os aplicadores dão ainda preferência às ações mais negociadas, que, no caso das Bolsas brasileiras, são as das estatais.





