Veículos puxam vendas do varejo no fim do ano
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Fábio Galiotto<br> Reportagem Local 
O comércio varejista paranaense se consolidou como o segundo que mais cresceu das regiões Sul e Sudeste no acumulado do ano até outubro, com 10,1%, atrás dos 10,3% de São Paulo. Somente no décimo mês do ano, o setor apresentou evolução nas vendas de 15,8%, puxado principalmente pelos 28,9% de aumento nos negócios de veículos, motocicletas, partes e peças, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Havia a expectativa na ocasião pelo fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automotiva, o que causou uma corrida de consumidores até o governo federal prorrogar o benefício para 31 de dezembro.
O Paraná tem números acima da média nacional, de 14,5% em outubro e de 8,5% no acumulado do ano, para o comércio varejista ampliado, que inclui material de construção e veículos. O gerente de vendas da Metronorte, Leonardo Spaine, diz que outubro contou com a euforia pelo suposto fim do IPI reduzido, o que deve ser repetido em dezembro. "O problema é que a disponibilidade de produtos está menor para lançamentos a pronta entrega", conta. Ele diz que são oito novos modelos da GM no ano e com grande demanda, o que permite pensar em crescer 5% no ano.
Para o diretor comercial da Marajó, Eduardo Meneghetti, o fim de ano já é normalmente bom para as vendas, mas 2012 tem sido ainda melhor. "Tivemos o último fim de semana muito forte em vendas e esse meio de semana também está bom", conta. Ele diz que a concessionária da Fiat teve crescimento de 30% nos primeiros 12 dias do mês e que a região de Londrina, 7%. Por isso, crê em vender até 30% a mais em 2012 em relação ao ano passado. "O normal é vender bem em dezembro até o dia 24, mas, com IPI reduzido, deve ir até dia 29."
O gerente comercial da Ford Tropical, Emerson Magro, afirma que está confiante em vender 10% mais em dezembro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. "Nosso medo é não dar tempo de a fábrica entregar tudo antes do fim do IPI reduzido", diz.
Varejo restrito
Se a expectativa é de ainda ampliar as vendas de Natal no setor automotivo, o sentimento também contagia o varejo londrinense em geral. O crescimento do comércio varejista restrito, descontados os índices da construção e de veículos, foi de 8,4% em outubro e de 11% no acumulado dos primeiros dez meses do ano, no Paraná. A média do País foi 9,1% e 8,9%, respectivamente.
Diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Brasílio Fonsêca acredita que esse percentual ainda vai crescer. "O comerciante de Londrina está preparado para aumentar em 14% as vendas de fim de ano em relação a 2011", diz, para lembrar que o período deve provocar uma expansão no acumulado anual.
Ele cita que o brasileiro costuma deixar as compras para a última hora. "Daqui para frente há uma tendência normal de as vendas crescerem", prevê. O diretor da Acil considera, porém, que os 8,4% de crescimento em outubro já são números bons. "Precisamos lembrar que crescimento em dois dígitos é coisa do passado. Com inflação em torno de 5%, nossos índices são estáveis.".



