O agronegócio e as exportações de frango para a China influenciaram os resultados na produção de alimentos
O agronegócio e as exportações de frango para a China influenciaram os resultados na produção de alimentos | Foto: Arquivo FOLHA

A produção industrial do Paraná cresceu 0,07% em maio, de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados na sexta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta foi puxada pela indústria automotiva, máquinas e equipamentos e produtos alimentícios.

No acumulado do ano, a indústria paranaense está com desempenho positivo de 10,4% e no comparativo com maio do ano passado a produção aumentou 27,8%. Foi a maior alta entre os 15 locais pesquisados. Mas é preciso levar em consideração a influência da greve dos caminhoneiros ocorrida no ano passado na base de comparação com maio de 2018.

A alta da indústria automotiva foi de 29%. Máquinas e equipamentos cresceram 28,9% e alimentos tiveram alta de 13%. “Isso mostra o peso da atividade automotiva no Estado, que puxou outros elos da cadeia”, comentou Evânio Felippe, economista da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). O resultado da produção de alimentos, segundo o economista, foi influenciado, pelo agronegócios e as exportações de frango para a China.

Apesar do desempenho positivo, a produção do Estado dá sinais de estabilidade. O crescimento de maio (0,07%) foi menor do que registrado em maio (0,4%). Para o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, a desaceleração pode estar relacionada com a demora para aprovação de reformas estruturantes, que estavam previstas para o início do ano. “Mesmo com um cenário de maior otimismo em 2019, a demora e as incertezas em torno da votação das reformas fizeram com que muitos industriais ainda relutassem em colocar em prática seus investimentos”, afirmou.

Ele disse ainda que a manutenção do crescimento da produção industrial paranaense vai depender da intensidade da adoção de medidas de estímulo à atividade econômica.

O analista do IBGE Bernardo Almeida, responsável pela pesquisa, afirmou que o setor automobilístico do Estado está seguindo a estratégia de adequação da produção à demanda, mas de forma cautelosa. “O Paraná está produzindo em um patamar normal. Foi uma alta atrelada à baixa produção de maio do ano passado, por causa da greve dos caminheiros”, comentou Almeida.

Em sua avaliação, ainda é cedo para falar em recuperação da produção industrial. “Ainda estamos em um ambiente de incertezas. A produção nacional está caminhando a passos lentos”, disse.

NACIONAL

A produção industrial cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados em maio de 2019 ante maio do ano passado. Na comparação com maio de 2018, a produção industrial nacional avançou 7,1%. O IBGE destacou que esse avanço foi influenciado pelo efeito-calendário (maio de 2019 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior) e pela baixa base de comparação - em maio de 2018, a atividade industrial havia recuado 6,3%, refletindo os efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

Os maiores avanços ante maio de 2018 foram no Paraná (27,8%), Rio Grande do Sul (19,9%) e Santa Catarina (19,3%). Além de São Paulo, Goiás (13,9%), Pernambuco (13,6%), Bahia (12,3%) e Ceará (11,4%) também registraram taxas positivas acima da média nacional (7,1%), enquanto Região Nordeste (6,6%), Mato Grosso (5,7%), Rio de Janeiro (5,1%) e Amazonas (3,0%) completaram o conjunto de locais em alta.

O recuo mais intenso foi no Espírito Santo (-17,4%), "devido ao comportamento negativo das indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, óleos brutos de petróleo e gás natural)", informou o IBGE. As demais taxas negativas foram em Minas Gerais (-2,4%) e Pará (-0,7%). (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Veículos, máquinas e alimentos puxam alta da produção industrial
| Foto: Folha Arte
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