São Paulo - A maioria dos caminhões vendidos pela Scania já sai da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) ''com uma finalidade'', explica Antonio Celso Mendonça, chefe da Engenharia de Vendas. Veículos segmentados recebem sobrenome, diz ele. Normalmente, têm número de identificação da linha acompanhado de sobrenomes como ''para grão do Centro-Oeste'' ou ''para madeireira''.
As montadoras assumiram tarefa que antes era do cliente, ressalta o diretor de Desenvolvimento do Produto da Iveco, Renato Mastrobuono. ''Antes, o cliente comprava o caminhão e levava para um terceiro fazer as transformações; hoje nós fazemos isso.'' A Iveco tem 10% de suas vendas voltadas aos veículos vocacionados.
Caminhões gigantes, chamados de fora-de-estrada, com capacidade para mais de 200 toneladas de carga e pneus com 3 metros de altura também são usados pela Vale do Rio Doce, mas são importados pela Caterpillar, que não tem produção local desses veículos. Um caminhão normal para uso em estrada tem capacidade média para 40 toneladas, compara Javier Llano, da área comercial do grupo. Os preços dos modelos gigantes variam de US$ 1 milhão a mais de US$ 3 milhões. Há falta do produto no mercado por causa da alta demanda das mineradoras.
A Randon, empresa 100% nacional, criou um caminhão fora-de-estrada achatado, para uso em minas de carvão e ouro, atualmente exportado para o Chile. O veículo tem altura de 6 metros, incluindo a caçamba, ante 7,1 metros de um modelo convencional.

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