Vaticano critica declaração final da conferência
O Vaticano fez ontem, através da Rádio Vaticano, duras críticas à Declaração Final da 4 Conferência Ministerial da Organização Mundial de Comércio (OMC), aprovada em Doha, Catar. Segundo a rádio oficial da Santa Sé, com exceção do acordo sobre as patentes de medicamentos e a entrada da China e de Taiwan como membros da organização, ''não há motivos para estarmos verdadeiramente satisfeitos''.
Para a emissora, a declaração final está cheia de ''frases intencionalmente ambíguas'', de pontos que ''deverão ser debatidos em negociações sucessivas'', de ''argumentos descartados para que algumas delegações não perdessem o avião''.
Entre os pontos positivos figura na declaração final da conferência, segundo a rádio do Vaticano, ''a defesa dos direitos dos mais fracos de forma pacífica, através de negociações, e não por meio de protestos violentos''. ''O fato de ganhar algumas batalhas não impede os pobres de se sentirem como sempre descartados'' da reunião de cúpula da OMC, comentou a emissora.
A suposta ''vitória'' da União Européia no campo dos subsídios agrícolas, foi possível, segundo a Rádio Vaticano, apenas graças a uma ''manobra verbal'', adiando o assunto para futuras negociações de modo a que ''por enquanto os subsídios às exportações não serão reduzidos''.





