São Paulo A Vasp ainda espera fazer parte de um acordo para a reestruturação do setor aéreo no país. Segundo o presidente da companhia, Wagner Canhedo, a Vasp continua buscando negociar com Varig e TAM, que anunciaram na semana passada a intenção de criar uma nova empresa nacional.
No entanto, Canhedo diz que o modelo que as duas companhias sugeriram até o momento não interessa à Vasp. ''Há cinco anos, nós já defendíamos uma fusão, mas não concordamos que ela abrigue os ativos intangíveis. Para que a nova empresa tenha futuro ela deve ser criada somente com ativos reais'', afirma. O empresário, no entanto, diz não ter idéia sobre os números que estes ativos representam nas três empresas.
O modelo de fusão defendido por Canhedo prevê a participação igualitária das empresas e, caso alguma não tenha ativos suficientes para participar, ficaria devendo à holding. ''Assim, quando fossem distribuídos os dividendos, o valor seria descontado.''
Canhedo também defende que, antes de uma fusão, as companhias resolvam problemas pendentes e organizem seus balanços. Um destes problemas é o crédito de ICMS que as empresas aéreas possuem junto aos Estados. As companhias pedem que o crédito seja federalizado, para facilitar o recebimento, e que depois o governo federal receba o valor dos governos estaduais. A Vasp teria, segundo Canhedo, cerca de R$ 500 milhões a receber.

mockup