O saldo da balança comercial atingiu US$ 97 milhões no mês de agosto. A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Lytha Spíndola, admitiu que esse resultado só foi possível graças ao registro de reexportação de aviões da Vasp, no valor de US$ 210 milhões. Não fosse por esse motivo, no mês passado, haveria déficit de US$ 113 milhões. No acumulado do ano, o superávit chega a US$ 1,036 bilhão.
Mesmo com o modesto resultado, o volume de vendas no mês foi recorde desde 1938: US$ 5,519 bilhões, valor 29% superior ao registrado em 1999. Nos primeiros oito meses do ano, as exportações somam US$ 36,675 bilhões, valor 18,9% maior do que o acumulado em 1999 quando as vendas somaram US$ 30,845 bilhões. ‘‘As exportações cresceram muito acima das nossas expectativas’’, disse Lytha. No entanto, os gastos com importações cresceram na mesma proporção que o de embarques, principalmente por causa da alta do preço do petróleo no mercado internacional, da compra de matéria-prima e produtos intermediários (partes e componentes), que correspondem a mais de 50% da pauta de importações.
De janeiro a agosto, foram gastos com importações US$ 35,639 bilhões, o que significa um aumento de 12,9% em relação a igual período do ano passado, quando o resultado das compras foi de US$ 31,563 bilhões. O porcentual de aumento das importações não preocupa a secretária. ‘‘Quando a economia cresce, as importações, principalmente de produtos intermediários, tem uma demanda maior’’, disse. ‘‘Isso porque, na outra ponta, as indústrias estão produzindo mais’’, avaliou.
O governo admite rever novamente a meta de superávit comercial até o fim do ano, que atualmente está em US$ 2,8 bilhões. ‘‘A meta não é um dogma’’, afirmou Lytha.

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