Brasília - A Vasp conseguiu na tarde de ontem suspender dois pedidos de falência formulados contra ela pela General Electric, oferecendo defesa e depositando em juízo a quantia reclamada (mais de R$ 9 milhões). Os problemas da empresa, porém, estão longe de terminar. A Infraero encaminha hoje à direção da empresa uma interpelação extrajudicial dando um prazo de 48 horas para o pagamento da dívida de R$ 11 milhões, referente aos últimos três meses de taxas aeroportuárias e operações de pousos e decolagens nos aeroportos federais.
Se a dívida não for paga pela empresa até segunda-feira, prazo em que vencerão as 48 horas legais, a estatal dará entrada com uma ação de cobrança do valor na Justiça Federal de São Paulo, onde está a sede da empresa.
A decisão foi tomada após a Infraero rejeitar a proposta da Vasp de tentar renegociar os R$ 11 milhões divididos em seis parcelas. O governo não admite negociar o adiamento do pagamento para o ano que vem.
Varig - Uma solução para a crise financeira de outra empresa aérea, a Varig, pode surgir na próxima semana. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou que retomará na terça-feira o julgamento, interrompido em agosto, dos recursos em que se discute uma indenização bilionária pedida pela companhia por supostas perdas sofridas com planos econômicos lançados a partir de 1986. Por enquanto, a Varig obteve os votos favoráveis de dois dos cinco ministros que participam do julgamento. Para garantir a indenização, é necessário apenas mais um voto. A empresa calcula que tem a receber R$ 1,9 bilhão. No entanto, pelos cálculos do Ministério Público Federal, a indenização pedida atinge R$ 5,6 bilhões.

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