Varig não comenta sobre possíveis sócios externos
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sábado, 08 de fevereiro de 2003
Das agências 
Rio A Varig informou, ontem, que o acordo com a TAM para a criação de uma nova empresa do setor aéreo brasileiro visa atrair novos investimentos. A empresa, no entanto, não quis comentar quem seriam os possíveis sócios.
Notícia veiculada, anteontem pelo ''Jornal do Brasil'', afirma que a companhia teria na mira três potenciais investidores internacionais, um norte-americano e dois europeus. Os nomes, segundo o jornal, devem ser conhecidos na próxima semana.
A possibilidade de a operação conjunta vir a atrair investimentos estrangeiros foi comentada na quinta-feira pelo presidente da TAM, Daniel Mandelli Martin, após a assinatura do protocolo entre as duas empresas.
A Varig, no entanto, afirma não ter oficialmente essa informação e se recusa a comentar se há ou não negociações com investidores internacionais.
Varig e TAM anunciaram, anteontem, um acordo de cooperação conjunta que pode resultar na fusão das operações de ambas as empresas. Juntas, elas detêm 70% do mercado nacional. A notícia foi encarada de forma positiva pelos principais credores da Varig, entre eles, a BR Distribuidora e a Infraero.
A Varig tem dívidas de cerca de US$ 760 milhões e já anunciou que vai atrasar para o dia 17 de fevereiro o pagamento dos salários referentes ao mês de janeiro. Com mais de 18 mil funcionários, a Varig ainda não pagou a segunda parcela do 13º de 2002.
Com faturamentos de US$ 2,8 bilhões e US$ 1,7 bilhão, respectivamente, Varig e TAM passam por um momento difícil financeiramente. Até o segundo semestre de 2002, o prejuízo da Varig era de R$ 1,041 bilhão e o da TAM atingiu os R$ 619 milhões até o terceiro trimestre do ano passado.
BNDES O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode dar um financiamento posterior ao entendimento entre a Varig e a TAM, revelou ontem o presidente do banco, Carlos Lessa.
''O BNDES, neste processo, não é um iniciador. Ele pode dar um financiamento depois'', afirmou Lessa. Ele ressaltou que a participação do banco na reestruturação da Varig e TAM seria uma medida difícil de ocorrer se as duas companhias não tivessem caminhado para a fusão. ''Dificilmente o BNDES teria como ajudar esta ou aquela empresa sem acabar acirrando mais ainda a concorrência predatória no setor'', disse, referindo à guerra de tarifas travada pelas empresas do setor aéreo.


