A suspensão das operações em code share (compartilhamento de vôos) das empresas aéreas Varig e TAM pode provocar mudanças na oferta de vôos para Londrina. Embora não exista vôo compartilhado entre as duas companhias na cidade, a Varig estuda toda reestruturação da malha no país. Em Londrina, a Varig opera com três vôos diários para São Paulo - 9h15, 13h30 e 18h05.
A assessoria de imprensa da Varig, com sede no Rio de Janeiro, adiantou que não tem nada definido oficialmente sobre possíveis mudanças em Londrina, mas garantiu que com o fim dos vôos compartilhados, previsto para 2 de maio, a Varig deve fazer um redesenho de sua malha.
O gerente da empresa na cidade, Valdecir Pesente, disse que não chegou nenhuma informação oficial por parte da empresa sobre possíveis mudanças e cancelamentos de vôos londrinenses. ''Continua tudo normal (até 2 de maio), pois não sabemos de nenhuma mudança'', completou Pesente. A empresa emprega 40 funcionários em Londrina.
Toda reestuturação da malha é analisada pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) com sede no Rio de Janeiro. A assessoria de imprensa do DAC informou que não existe ainda nenhum pedido de reestruturação substancial, nem mesmo em relação a Londrina protocolado pela Varig no órgão. O assessor explicou que antes de pedir autorização de mudanças ao DAC, as empresas fazem estudos preliminares com avaliação de mercado para, posteriormente, levar a análise do departamento.
Cerca de 40 mil passageiros passam pelo aeroporto de Londrina mensalmente, sendo que 7 mil deles utilizam a Varig. Os outros vôos estão distribuídos entre as empresas TAM (Curitiba, Congonhas e Guarulhos), Passaredo (Curitiba, Ribeirão Preto, Uberlândia e Goiânia), Trip (Cuiabá e Campo Grande) e Gol Linhas Aéreas (Curitiba e Campo Grande).
O deputado federal Alex Canziani (PTB) teve a informação de um dos diretores da empresa em Brasília de que as linhas aéreas da Varig seriam desativadas a partir de 2 de maio. Ele está tentando entrar em contato com o presidente da empresa para obter informações mais precisas.''Temos que saber se a empresa vai desativar as linhas em Londrina para tentarmos reverter a situação. Seria uma perda grande para a cidade que vai ter sua oferta de vôo reduzida'', completou o deputado.

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