Rio As companhias aéreas estão partindo para uma nova rodada de reajuste de tarifas, em razão do aumento dos preços do querosene de aviação. Ao contrário do que ocorre com o preço da gasolina, a Petrobras vem atualizando o querosene e a nafta petroquímica conforme a cotação do petróleo no mercado internacional. Ontem foi a vez da Varig fazer seu reajuste (8,29%). TAM e Gol estão avaliando o impacto do aumento. No dia 1 de outubro, o preço do querosene subiu 8,6%. Segundo o Sindicato Nacional de Empresas Aéreas (SNEA), o querosene de aviação já acumula alta de 33,2% até setembro.
A Varig informou que o aumento nos preços das tarifas dos vôos internos refletiu a elevação do preço do combustível da aviação, semana passada. Na ponte aérea Rio-São Paulo, a variação de preços foi diferenciada. Durante os dias de semana, o preço da ponte aérea subiu de R$ 339 para R$ 367, um valor 8,26% superior. Já para os fins de semana, o aumento foi menor. A passagem estava em R$ 229 e evoluiu para R$ 239, uma variação de 4,4% metade do aumento para os dias de semana.
Durante a tarde de hoje, os executivos da Gol estavam analisando os efeitos do aumento de custo. Na TAM, a infomação era semelhante. Segundo a assessoria de imprensa, a TAM estava ''avaliando o impacto do aumento do querosene de aviação''. Até o fechamento desta matéria, as duas empresas ainda não haviam definido seus aumentos.
Na prática, tanto os preços do querosene quanto os da nafta são regidos por contratos comerciais entre Petrobras e os clientes. No caso do querosene, o contrato é com as distribuidoras de combustíveis, que fazem a venda para as empresas aéreas. O combustível de aviação é reajustado a cada 15 dias.
No caso da nafta, os contratos são com as centrais petroquímicas, que processam o produto. A nafta tem sido reajustada uma vez por mês. Os preços destes dois produtos acompanham as cotações externas do petróleo, tanto para cima ou quanto para baixo.
Um levantamento feito pelo Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA) mostra que o combustível subiu 882,6% de janeiro de 1999 a setembro deste ano. Segundo o sindicato, o querosene foi o derivado mais que aumentou desde o período. Outros combustíveis tiveram os seguintes aumentos no período, segundo o levantamento do sindicato: GLP (gás de botijão) 437,5%, diesel 366% e gasolina 245%.

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