São Paulo As empresas aéreas Varig e TAM negaram onteme que haja qualquer estudo para fusão das maiores duas companhias brasileiras do setor. Segundo reportagem publicada ontem pelo ''Jornal do Brasil', o presidente da Varig, Manuel Guedes, teria dito, na última quarta-feira, que não descarta nenhuma alternativa para solucionar os problemas financeiros da empresa ao ser perguntado sobre uma possível fusão.
A direção da Varig afirmou ontem que, apesar da declaração, não existe nenhum estudo sobre essa operação. A TAM, por sua vez, informou que apenas o presidente da companhia, Daniel Mandelli Martin, poderia falar sobre o assunto. Martin, no entanto, está em viagem ao exterior.
A assessoria de imprensa da empresa, no entanto, confirmou a versão divulgada pela Varig que não existem estudos para uma possível fusão. Com dívidas de cerca de US$ 750 milhões, a Varig vem passando por dificuldades financeiras e no primeiro semestre do ano teve um prejuízo de R$ 1,040 bilhão. A perda foi 104,2% maior que a verificada nos primeiros seis meses de 2001.
A TAM registrou de janeiro a setembro deste ano um prejuízo líquido de R$ 619 milhões. Foi o pior resultado trimestral registrado pela TAM em 2002. O resultado dos nove primeiros meses deste ano é 305% superior ao prejuízo negativo contabilizado em igual período de 2001, que foi de R$ 152,7 milhões.
Segundo a companhia aérea, o resultado negativo reflete o impacto da variação cambial sob os contratos de leasing de aviões, fechados em dólar. O grupo Varig liderou o mercado de aviação doméstica em 2002, com uma participação de 39,25% sobre o total de passageiros transportados. O segundo lugar do ranking foi da TAM, que teve uma participação de 34,93%.

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