São Paulo A Varig e a TAM terão de evitar devolver aviões, combinar preços, compartilhar novos vôos e unificar ações comerciais pelo menos até receber o aval do governo. Esse compromisso foi fechado, ontem, com os orgãos de defesa da concorrência.
O documento foi assinado em Brasília pelos representantes das duas empresas, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Secretaria de Direito Econômico (SDE) e Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae).
Na última segunda-feira, TAM e Varig anunciaram que, a partir de 10 de março, vão compartilhar 113 vôos principalmente de rotas saindo dos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). Além disso, a Varig pretende devolver seis aviões até junho.
O início dessa operação foi autorizada pelos órgãos de defesa da concorrência. Mas as empresas não podem adotar novas medidas do tipo.
Pelos termos do acordo assinado ontem, as duas companhias aéreas precisam comunicar ''imediatamente'' ao governo os próximos passos de sua intenção de criar uma nova empresa, anunciado no último dia 6.
Entre 10 e 19 do próximo mês, as companhias voltam a se encontrar com o Cade para discutir os planos de fusão das duas. Na ocasião, as restrições definidas no compromisso de ontem podem ser suprimidas ou ampliadas, diz a nota do Cade.

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