Rio de Janeiro - Varig e TAM pretendem convencer o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na terça-feira, de que o acordo operacional é importante para as duas companhias e não fere o mercado e elas continuam a pensar, mais a longo prazo, numa eventual fusão. Uma das alternativas em estudo é reeditar o sistema de ''pool'', pelo qual, até a década passada, Varig, Vasp e Transbrasil voavam na rota Rio-São Paulo.
Pelo sistema de ''pool'', as três empresas voavam na rota com aviões próprios, mas administravam em conjunto vôos, receitas e custos comuns. A operação da ponte aérea Rio-São Paulo era tratada como um negócio comum de empresas independentes, uma associação acoplada a um acordo operacional para a rota. As estruturas acionária e de ativos e passivos permaneceram separadas.
Esta forma de gerenciamento conjunto é uma das hipóteses que estão em análise pela Varig e a TAM para os vôos atualmente operados de forma compartilhada. Ontem, representantes das empresas reuniram-se no fim do dia para detalhar o novo projeto para o acordo.
Um executivo do setor explicou que as duas empresas têm a seu favor, perante os órgãos de defesa da concorrência, o fato de que, num passado recente, outras empresas aéreas já haviam operado no sistema de acordos operacionais. Na década passada, as quatro empresas do setor fizeram acordos operacionais entre si, além do ''pool'' da ponte aérea. Um dos últimos, terminado em 1999, foi o da TAM com a Transbrasil, quando também se cogitou uma fusão empresarial.
No começo do ano passado, a fusão era considerada pelas duas empresas, consultores e governo como a única forma de salvar as duas empresas e o setor. Uma das alternativas pensadas desde o início do projeto era a criação de uma terceira empresa, que não juntaria os ativos das duas companhias. ''A fusão pura e simples é complicada porque tem os aspectos societários e de sucessão importantes envolvidos'', comentou um executivo que acompanhou de perto o processo.
De lá para cá, o quadro mudou. As empresas querem, agora, ganhar tempo e continuar a operação compartilhada. O objetivo é conseguir entre um a dois anos de prazo, ao menos, para voar no sistema de acordo operacional, num formato de gerenciamento conjunto dos vôos.

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