Varig cancela vôos em Curitiba
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quinta-feira, 22 de junho de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Pelo menos, 19 vôos da Varig, que sairiam do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, foram cancelados de terça-feira até ontem, segundo informações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). A assessoria de imprensa da Varig, no Rio de Janeiro, no entanto, nega a informação, alegando que, no Paraná, a empresa está operando normalmente.
Até às 10 horas da manhã de ontem, apenas duas aeronaves da Varig haviam decolado: o vôo 2170, que saiu a 1 hora da madrugada com destino a Foz do Iguaçu, e o vôo 2171, das 7h35, para o Aeroporto de Guarulhos, São Paulo. Foram cancelados dois vôos para Congonhas (SP), Bolívia, Porto Alegre, Galeão (Rio de Janeiro). Outros cinco vôos estavam programados para ontem e, até o fechamento desta edição, não havia informação sobre novos cancelamentos. Outros dois vôos - para Assunção e Congonhas - teriam sido cancelados em Foz do Iguaçu.
As informações da Infraero, segundo a assessoria de imprensa, tomam por base os dados repassados pelas empresas para atualização dos monitores exitentes no aeroporto. De acordo com a assessoria, a Infraero apenas administra o espaço aeroportuário, cabendo às próprias operadoras decidirem sobre o cancelamento de vôos.
A assessoria de imprensa da Varig reforçou que as informações da Infraero são desencontradas e que a empresa não se manifestaria sobre cancelamentos de vôos, justamente, para não confundir os usuários.
A Coordenação Estadual de Defesa e Proteção ao Consumidor (Procon-PR) não tinha, até ontem, registrado queixas sobre os vôos da Varig. A advogada do órgão, Marta Favreto, explicou que o consumidor deve, primeiramente, procurar a própria empresa para tentar encaixe em outro vôo ou o reembolso do valor da passagem. Não havendo acordo, o usuário deve então procurar o Procon e a Justiça para pedir indenização, no caso de haver dano pessoal pelo cancelamento da viagem.
Segundo Marta, pelo cenário que se aponta, se for confirmado o estado de insolvência da Varig, restará aos usuários lesados ingressar em juízo para reaver valores junto à massa falida da empresa.
Destino - As companhias aéreas devem definir hoje o destino emergencial das rotas da Varig, caso a empresa decrete falência. As empresas estão reunidas no Minitério da Defesa para tentar chegar a um acordo sobre que vai ficar com essa fatia do mercado.
Entre as rotas mais visadas pela concorrência estão os vôos para a França, Itália, Espanha e Portugal. Caso perca a concessão para voar, a empresa que ficar com o destino terá, no máximo, 48 horas para começar a operar. Por isso a pressa em definir quem ficará com qual rota, antes mesmo de saber se haverá falência.
Quem ficar com as rotas terá a garantia de poder operar um tempo mínimo suficiente para recuperar os investimentos. O diretor de Planejamento de Tráfico da BRA, Waldomiro Silva Júnior, ressalta que a reunião de hoje definirá a distribuição das rotas apenas emergencialmente.


