Usar a expressão ''a preço de banana'' já não tem tanta lógica. Pelo menos para o produtor. Desde 1998 o preço do produto tem compensado todos os tratos culturais que o produtor tem dado ao bananal e isso está trazendo um lucro bem significativo.
Para maximizar esse retorno, a Emater mostra na Fazendinha, área montada na Expo-Londrina, novas variedades de bananeiras resistentes a sigatoka negra, que é um desafio para os produtores de banana. A doença chegou ao Brasil por volta de 1998, pelo Amazonas, depois se proliferou atingindo as maiores regiões produtoras do país. Já no norte do Paraná ela foi identificada desde 2004.
O agente causador da sigatoka negra é o fungo Mycosphaerella fijiensis. Em função da agressividade do fungo a multiplicação é bem mais rápida, exigindo que os agricultores melhorem os cuidados e façam um maior controle. Isso gera gastos. Como consequência, haverá um aumento dos custos de produção e do preço para o consumidor.
De acordo com Élcio Felix Rampazzo, implementador de frutos da região norte do estado, o problema é identificado quando as primeiras folhas da bananeira de cima para baixo aparecem com pontos escurecidos. Isso caracteriza a fase inicial da doença.
''A doença faz com que ocorra uma perda de 80% da produtividade, tornando-se inviável para o agricultor continuar com o cultivo. Se pelo menos oito folhas da bananeira estiverem verdes, garante a produção de um cacho de 40 kg. Se a doença reduzir a área foliar, consequentemente o cacho sofrerá uma perda'', avaliou Rampazzo.
Na Fazendinha Rampazzo também fala do ''Projeto Banana'', que tem como objetivo reduzir a importação de banana de outros estados e permitir ao agricultor familiar uma nova opção e diversificação. No Paraná existem 10.000 hectares de bananais, só na região norte são cerca de 3.500 hectares correspondendo a 35% da produção.

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