A CPI dos Supermercados também ouviu ontem os depoimentos dos gerentes Carlos Alberto Muniz do Carrefour/Londrina; José Inocêncio de Souza do Mercadorama/Londrina, Luciana Mello Magro do Mercadorama/Maringá e Rogário da Silva do Big/Maringá. Também deram esclarecimentos os representantes da Apronor, da Arucel, da Suinopar e APS, da Associação de Produtores de Leite do Noroeste Paranaense e o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Francisco Galli. Os integrantes da CPI querem saber como funciona a rede de abastecimento na região.
As principais denúncias contra os supermercados da região Norte referem-se ao não pagamento de hora-extras. Os funcionários também reclamam, anonimamente, de más condições de trabalho já que alguns grupos supermercadistas limitam, por exemplo, a ida aos banheiros.
Já os fornecedores denunciam que os supermercados não priorizam a compra de produtos regionais. E, ao comprar produtos da região, o pagamento é feito em 60 dias enquanto para grandes fornecedores o pagamento se dá em 15 ou 20 dias.
‘‘Um dos fornecedores disse que assina contratos com o Sonae mas não recebe as cópias dos mesmos. Isso é ilegal’’, enfatizou Cartário. O deputado afirmou que também vai apurar, em outros Estados, se as redes obrigam os fornecedores a cederem os produtos gratuitamente para inauguração da loja (enxoval), como vem acontecendo no Paraná.
Além de Geraldo Cartário, participaram da reunião ontem na Câmara Municipal de Londrina os deputados Miltinho Puppio (PSL), Moysés Leônidas (PDT), Ademar Traiano (PTB) e Antônio Carlos Belinati (sem partido), todos integrantes da CPI dos Supermercados.

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