Variação de preços da cesta básica chega a 58,5%
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terça-feira, 05 de janeiro de 2010
Eli Araujo<br> Reportagem Local 
A cesta básica sofreu uma redução de 1,04% no mês de dezembro em Londrina, de acordo com pesquisa realizada por alunos da Faculdade Pitágoras em nove supermercados de Londrina, sob a coordenação do professor e economista Flávio Oliveira dos Santos. Os produtos que tiveram maior redução de preços foram o tomate, o café, o feijão e a margarina, e o produto com maior alta foi a batata, com 51,84%.
O valor individual do kit básico ficou entre R$ 182,89 e R$ 548,67 para uma família de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças. No supermercado com os maiores preços, cesta básica custou R$ 649,91 e no estabelecimento com os menores preços em R$ 483,49. Se o consumidor comprasse os produtos mais baratos em diferentes supermercados, o preço cairia para R$ 410,04, gerando uma economia de R$ 239,87, ou 58,5% em comparação com o supermercado que pratica os maiores preços.
O coordenador da pesquisa afirma que um dos motivos para tanta variação de preços se deve à promoção de carne bovina. O quilo do produto variou entre R$ 7,99 a R$ 15,99. Por isso, ele destaca a importância de o consumidor sempre pesquisar preços.
A pesquisa também identificou uma redução de 5,29% no valor da cesta básica durante todo o ano passado em Londrina.
Santos faz uma avaliação positiva do desempenho dos preços dos produtos da cesta básica no ano passado. Ele destaca que os produtos que mais contribuiram para a redução foram o feijão, o arroz e a farinha de trigo, com variação entre 19 e 39%. A carne bovina, embora tenha sofrido uma redução de apenas 8,60% durante o ano, teve uma contribuição decisiva por ter um peso elevado na formulação dos preços da cesta básica.
O preço dos alimentos, na avaliação do economista, não deve contribuir para o aumento da inflação neste ano. Por ser um ano eleitoral, o governo vai usar de todos os artifícios para conter a inflação. Ele justifica que a inflação dos alimentos é a que mais aparece e, se isto acontecer, seria prejudicial tanto para o governo quanto para os trabalhadores.


