A ces­ta bá­si­ca so­freu uma re­du­ção de 1,04% no mês de de­zem­bro em Lon­dri­na, de acor­do com pes­qui­sa rea­li­za­da por alu­nos da Fa­cul­da­de Pi­tá­go­ras em no­ve su­per­mer­ca­dos de Lon­dri­na, sob a coor­de­na­ção do pro­fes­sor e eco­no­mis­ta Flá­vio Oli­vei­ra dos San­tos. Os pro­du­tos que ti­ve­ram ­maior re­du­ção de pre­ços fo­ram o to­ma­te, o ca­fé, o fei­jão e a mar­ga­ri­na, e o pro­du­to com ­maior al­ta foi a ba­ta­ta, com 51,84%.
  O va­lor in­di­vi­dual do kit bá­si­co fi­cou en­tre R$ 182,89 e R$ 548,67 pa­ra uma fa­mí­lia de qua­tro pes­soas, sen­do ­dois adul­tos e ­duas crian­ças. No su­per­mer­ca­do com os maio­res pre­ços, ces­ta bá­si­ca cus­tou R$ 649,91 e no es­ta­be­le­ci­men­to com os me­no­res pre­ços em R$ 483,49. Se o con­su­mi­dor com­pras­se os pro­du­tos ­mais ba­ra­tos em di­fe­ren­tes su­per­mer­ca­dos, o pre­ço cai­ria pa­ra R$ 410,04, ge­ran­do uma eco­no­mia de R$ 239,87, ou 58,5% em com­pa­ra­ção com o su­per­mer­ca­do que pra­ti­ca os maio­res pre­ços.
  O coor­de­na­dor da pes­qui­sa afir­ma que um dos mo­ti­vos pa­ra tan­ta va­ria­ção de pre­ços se de­ve à pro­mo­ção de car­ne bo­vi­na. O qui­lo do pro­du­to va­riou en­tre R$ 7,99 a R$ 15,99. Por is­so, ele des­ta­ca a im­por­tân­cia de o con­su­mi­dor sem­pre pes­qui­sar pre­ços.
  A pes­qui­sa tam­bém iden­ti­fi­cou uma re­du­ção de 5,29% no va­lor da ces­ta bá­si­ca du­ran­te to­do o ano pas­sa­do em Lon­dri­na.
  San­tos faz uma ava­lia­ção po­si­ti­va do de­sem­pe­nho dos pre­ços dos pro­du­tos da ces­ta bá­si­ca no ano pas­sa­do. Ele des­ta­ca que os pro­du­tos que ­mais con­tri­bui­ram pa­ra a re­du­ção fo­ram o fei­jão, o ar­roz e a fa­ri­nha de tri­go, com va­ria­ção en­tre 19 e 39%. A car­ne bo­vi­na, em­bo­ra te­nha so­fri­do uma re­du­ção de ape­nas 8,60% du­ran­te o ano, te­ve uma con­tri­bui­ção de­ci­si­va por ter um pe­so ele­va­do na for­mu­la­ção dos pre­ços da ces­ta bá­si­ca.
  O pre­ço dos ali­men­tos, na ava­lia­ção do eco­no­mis­ta, não de­ve con­tri­buir pa­ra o au­men­to da in­fla­ção nes­te ano. Por ser um ano elei­to­ral, ‘‘o go­ver­no vai ­usar de to­dos os ar­ti­fí­cios pa­ra con­ter a ­inflação’’. Ele jus­ti­fi­ca que a in­fla­ção dos ali­men­tos ‘‘é a que ­mais apa­re­ce e, se is­to acon­te­cer, se­ria pre­ju­di­cial tan­to pa­ra o go­ver­no quan­to pa­ra os ­trabalhadores’’.

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