Varejo vende menos e aumenta preços
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sexta-feira, 14 de novembro de 2003
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba As vendas no comércio varejista do Paraná tiveram queda de -0,48% no mês de setembro desse ano, se comparado ao mesmo período do ano anterior. O índice é inferior à taxa registrada em agosto, que foi de queda de -4,33% nas vendas. Entre janeiro e setembro deste ano, as vendas caíram 0,62%. Já nos ultimos 12 meses, a queda foi um pouco menor: -0,28%.
Esses são os dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados revelam ainda que o Paraná teve índices de vendas melhores do que a média brasileira. O índice nacional de vendas no comércio no mês de setembro teve queda de -2,72%. O acumulado entre os meses de janeiro e setembro foi de -5,18%. Nos últimos 12 meses, as vendas tiveram queda de -4,25%.
Por regiões, as quedas no volume de vendas do comércio varejista em setembro de São Paulo (2,68%) e do Rio de Janeiro (5,13%), ante setembro do ano passado, impulsionaram o desempenho negativo. As taxas mensais dos dois Estados responderam por 65% da queda de vendas em setembro.
Para compensar o menor volume de vendas e manter as margens de lucro, os empresários do varejo aumentaram os preços acima da inflação. Segundo o IBGE, eles subiram mais do que a taxa oficial nos últimos 12 meses. A inflação do comércio ficou em 17,67% no período, enquanto o IPCA subiu 15,14%.
O economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Carlos Thadeu de Freitas reconhece que o setor aumentou preços como uma forma de manter a rentabilidade num cenário de redução de vendas físicas (em volume).
Nilo Lopes de Macedo, do IBGE, disse que as altas de preço se concentraram nos ramos que vendem produtos essenciais e de difícil substituição. São os itens comercializados por supermercados, especialmente alimentos.
Por setores, o que mais aumentou os preços foi o de supermercados e hipermercados: 20,50%. Na sequência, ficou o de combustíveis, com alta de 19,69% em 12 meses.
Com vendas em queda ao longo do ano, o ramo de veículos não teve muito espaço para reajustes. Foi o que subiu menos os preços: 6,28%. O cálculo do IBGE considera uma lista específica de produtos de cada setor. Considerando a receita nominal de vendas - ou seja, sem descontar a inflação -, o crescimento do faturamento do comércio foi de 14,47%. (Com Agência Folha)


