Varejo tem 5º mês seguido de expansão
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segunda-feira, 16 de julho de 2007
Clarice Spitz<br>Folhapress 
Rio de Janeiro- O volume de vendas no comércio varejista subiu 0,5% em maio na comparação com abril, na série que leva em conta o ajuste sazonal. Foi a quinta alta consecutiva do varejo neste ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a maio de 2006, o incremento das vendas chegou a 10,5%. No ano, o comércio apresenta um crescimento de 4,6%.
Na avaliação do instituto, a conjuntura econômica favorável, com a expansão da oferta de crédito, a queda na taxa de juros, o aumento das importações (fruto do dólar barato) e a elevação da massa salarial traçam um cenário positivo para a expansão do varejo em 2007.
De acordo com Reinaldo Pereira, da Coordenação de Comércio e Serviços, a continuidade da trajetória de crescimento da taxa na comparação entre maio e o mês anterior é significativa. Nessa base de comparação, o segmento com maior expansão percentual foi o de tecidos, vestuário e calçados (7,6%), seguido por móveis e eletrodomésticos (3,1%). O pesquisador afirma que ambos são influenciados pelo aumento dos rendimentos dos trabalhadores. ''Isso se deve à estabilidade do emprego e à massa salarial'', afirmou.
O segmento com maior importância para o resultado global foi o de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apresentou alta de 8,2% e correspondeu a 38% da taxa global de vendas no varejo. No ano, o setor acumula lata de 6,7% e nos últimos 12 meses 7,3%.
Outros artigos de uso pessoal e domésticos também contribuíram para a alta na taxa, com avanço de 28%. Essa atividade abrange os segmentos de lojas de departamentos, óticas e joalherias e contou com a influência das vendas do Dia das Mães e também do aumento da massa salarial. Móveis e eletrodomésticos, na mesma comparação, tiveram alta de 10,4%. ''Essa conjuntura econômica favorável contribui para que o Dia das Mães deste ano fosse melhor'', afirma Pereira.
Segundo Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o comércio pode fechar 2007 com expansão das vendas entre 7% e 8%. ''O comércio vai continuar favorável, pelo aumento da massa salarial e pela queda dos preços administrados, mesmo que os preços de alguns alimentos estejam subindo. A taxa de juros ainda está alta. Este ano é favorável para o comércio, mas deve contar com variações menores nos próximos meses.''


