Vânia Casado
De Curitiba
O mercado varejista está se adaptando à portaria que restringe o comércio de boi gordo e carnes no país com a substituição de fornecedores. Grandes supermercados que se abasteciam de carne no Mato Grosso do Sul, agora estão procurando novos fornecedores em outros estados como Mato Grosso, Goiás e mesmo no Paraná, estados que integram o Circuito Pecuário Centro Oeste e que foram declarados livre de febre aftosa. Com isso o ministério da Agricultura proibiu o trânsito de carne com osso proveniente de áreas infectadas e não infectadas, mas ainda suscetíveis à doença.
A cadeia de hipermercados Carrefour está avaliando a portaria e pensa em contornar a situação comprando carne sem osso. O diretor de Marketing e Comunicação, Pierre Brisset, disse que o hipermercado não está sentindo muito o impacto da proibição da vinda de carne com osso. Isso porque os frigoríficos do Mato Grosso do Sul são responsáveis pelo fornecimento de apenas 5% de todo o volume de carne consumido pela rede, argumentou.
O Carrefour está comprando 7.000 bois por semana para abastecer as 70 lojas da rede. Para reunir esse volume, a empresa compra de frigoríficos do Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiânia. A alternativa que está sendo estudada agora é comprar carne desossada do frigorífico do MS para não deixar os fornecedores em situação precária, justificou Brisset.
A rede paranaense de supermercados Parati também não está sentindo muito o impacto da portaria ministerial. Segundo o responsável, Ernani Cartaxo, cerca de 80% das compras de carne bovina são feitas no próprio Paraná, Mato Grosso e Goiás, áreas consideradas livres de febre aftosa junto com o Paraná. ‘‘ Esporádicamente nós vamos até o Mato Grosso do Sul para comprar alguns cortes para completar o abastecimento’’, explicou. Para Cartaxo, a solução é comprar carne desossada daqui para frente.

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