Varejo quer compensação no ICMS
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de janeiro de 1997
Luis Lomba Sucursal de Curitiba 
Setores do comércio paranaense começam a se articular para reivindicar do governo estadual uma compensação no ICMS à cobrança da CPMF pelo governo federal. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais já se discute esta compensação que, se ocorrer só nestes estados, vai reduzir a capacidade competitiva do Paraná, diz Vamberto Santana, assessor econômico da Federação do Comércio do Paraná, que reúne empresas do comércio atacadista.
A integração de entidades representativas da indústria, do comércio atacadista e do comércio varejista hoje é grande e tudo leva a crer que devem se unir para reivindicar uma compensação do governo estadual para preservar competitividade do Paraná em relação a outros estados, avalia Santana.
O economista acredita que o comércio atacadista vá repassar ao varejo todo o aumento de preços que receber da indústria. Ele estima que estes aumentos variem de 1% a 1,5%, por causa da cobrança em cascata da contribuição.
Vamberto Santana acredita que ao longo do ano o governo federal vá conceder isenção da CPMF a determinados setores, em função do impacto da alta de preços sobre a taxa de inflação. O governo federal vai ter que ceder à medida que perceber que sua meta de ter uma inflação anual de um dígito (abaixo de 10%) está ameaçada, diz.
Se depender da avaliação do economista Antonio Siqueira, assessor da presidência da Federação do Comércio Varejista do Paraná, o varejo vai acabar pagando o mico da CPMF, pois não terá condições de repassar a seus clientes os aumento de preços de seus fornecedores. Parte da margem de lucro dos varejistas vai ser apropriada pelo governo federal, acredita.


