Setores do comércio paranaense começam a se articular para reivindicar do governo estadual uma compensação no ICMS à cobrança da CPMF pelo governo federal. ‘‘Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais já se discute esta compensação que, se ocorrer só nestes estados, vai reduzir a capacidade competitiva do Paranᒒ, diz Vamberto Santana, assessor econômico da Federação do Comércio do Paraná, que reúne empresas do comércio atacadista.
‘‘A integração de entidades representativas da indústria, do comércio atacadista e do comércio varejista hoje é grande e tudo leva a crer que devem se unir para reivindicar uma compensação do governo estadual para preservar competitividade do Paraná em relação a outros estados’’, avalia Santana.
O economista acredita que o comércio atacadista vá repassar ao varejo todo o aumento de preços que receber da indústria. Ele estima que estes aumentos variem de 1% a 1,5%, por causa da cobrança em cascata da contribuição.
Vamberto Santana acredita que ao longo do ano o governo federal vá conceder isenção da CPMF a determinados setores, em função do impacto da alta de preços sobre a taxa de inflação. ‘‘O governo federal vai ter que ceder à medida que perceber que sua meta de ter uma inflação anual de um dígito (abaixo de 10%) está ameaçada’’, diz.
Se depender da avaliação do economista Antonio Siqueira, assessor da presidência da Federação do Comércio Varejista do Paraná, o varejo vai acabar pagando o ‘mico’ da CPMF, pois não terá condições de repassar a seus clientes os aumento de preços de seus fornecedores. ‘‘Parte da margem de lucro dos varejistas vai ser apropriada pelo governo federal’’, acredita.

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