Depois de um primeiro semestre desacelerado, o Brasil deve sentir uma melhora significativa em diversos setores ligados ao comércio varejista nesta segunda metade do ano. É o que projeta o Instituto para Desenvolvimento Varejista (IDV), que calcula um crescimento médio de 6,5% no mercado em comparativo a 2011. Até maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas em volume do varejo ampliado acumularam crescimento de 5,8%. A reportagem da FOLHA conversou com entidades ligadas aos principais setores para confirmar o bom momento.
O carros-chefes da elevação, pelos números do IDV, são os setores de bens duráveis e material de construção civil, com ascensão de 8,5%. No primeiro semestre, as vendas mostraram um leve aumento de 2,6%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac) de Londrina, Sônia Roque Martins, confirma que a expectativa é grande para este semestre. ''É difícil de projetar números agora, mas no geral já sentimos uma melhora no volume de vendas'', analisou ela.
No ano passado, o mercado de materiais para construção civil em Londrina fechou com as vendas no positivo em 5,5%. Para a presidente da Acomac da cidade, o incremento das vendas neste momento já é reflexo da redução da taxa máxima de juros para a linha de financiamento de materiais de construção da Caixa Econômica, o Construcard, de 2,35% ao mês para 1,85% e da mínima, que passou de 1,96% para 1,40% ao mês. ''Pelo Construcard, o aumento nas vendas foi de aproximadamente 50% no comparativo entre junho e julho.''
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, no que diz respeito às vendas no comércio, a expectativa é de um crescimento similar ao ano passado, de 3% a 5%. ''Tivemos um primeiro semestre muito bom e acreditamos que o segundo seja mais moderado, até porque o brasileiro está um pouco mais endividado e priorizando pagar suas contas.''
No que diz respeito ao setor supermercadista, o IDV prevê que o mercado feche com elevação entre 3,5% e 4% em 2012. Já a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) avaliou na última semana que o segundo semestre deverá marcar um período de vendas menores às registradas pelo setor na primeira metade do ano. Mesmo assim, a entidade elevou para 5% sua previsão de vendas. Já a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) comunicou, por meio de sua assessoria de imprensa, não ser possível projetar tais números para o Estado neste momento. A entidade deve divulgar os dados apenas em setembro.

Imagem ilustrativa da imagem Varejo prevê crescimento de 6,5%
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