Varejo pede prorrogação de corte de IPI
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Rodrigo Petry e Ricardo Leopoldo<br> Agência Estado 
São Paulo - A presidente do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), Luiza Helena Trajano, disse ontem que representantes do setor varejista solicitaram ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, em almoço promovido pela entidade em São Paulo, que seja prorrogada a redução de alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos.
Segundo ela, que é presidente do Magazine Luiza, caso o governo não renove o corte do IPI, as vendas do setor de linha branca poderão retornar para os patamares anteriores aos da medida, editada em abril e que está prevista para terminar em 17 de julho.
A executiva acrescentou que as vendas durante o período subiram entre 20% e 25% desde que começaram a vigorar os benefícios tributários. ''Sem prorrogação, vai cair o que aumentou'', afirmou. Segundo Luiza, foi dito ao ministro, durante o encontro, que o setor repassou a redução do imposto para os seus preços.
A executiva ressaltou ainda que a renovação da medida poderá manter a geração de empregos tanto na indústria quanto no comércio, que já mostraram sinais de reação desde a implementação do benefício. De acordo com ela, foi a única reivindicação formal feita ao ministro. Questionada sobre a reação do ministro ao pleito, ela respondeu não saber se ocorrerá a renovação do corte de IPI.
A previsão do governo é que a redução de IPI para alguns produtos da linha branca, por três meses, diminua a arrecadação em cerca de R$ 177 milhões. Fontes do governo e da indústria indicaram que nesta segunda-feira possa ser anunciada a prorrogação do corte do IPI para a linha branca e para os setores automotivo e de materiais de construção. O encontro com Mantega promovido pelo IDV contou com a presença de vários empresários do setor.


