Varejo pede mais prazo para cumprir exigências
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sexta-feira, 16 de maio de 1997
Guto Rocha 
ArquivoAçougues mostram resistência mas portaria racionaliza comércioOs açougueiros de Londrina, através da Associação do Comércio Varejista de Carne do Norte do Paraná, estão requerendo junto à Delegacia do Ministério da Agricultura no Paraná, Delegacia da Receita Estadual e Federal e Departamento de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Londrina a ampliação do prazo para se adequar às normas da portaria 304 do Ministério da Agricultura, que entra em vigor nesta segunda-feira. A portaria determina que a carne vendida no varejo seja desossada, embalada e ter selo de identificação e que os açougues sejam forrados, azulejados e tenham sala de desossa.
Na quinta-feira, a Câmara Municipal aprovou um requerimento de autoria do vereador Orlando Bonilha pedindo a flexibilização do prazo. O pedido foi elaborado a partir de uma assembléia que reuniu 150 açogueiros esta semana em Londrina. Segundo Bonilha, que também comercializa carnes, muitos açougues não conseguiram adequar suas instalações.
Bonilha explica que apenas os açougues que vendem carne para restaurantes, cozinhas indústrias, hospitais e outros estabelecimentos comerciais precisam se adequar à portaria. Os açougues que vendem apenas no balcão não sofrerão nenhuma alteração, afirma.
O presidente da Associação do Comércio Varejista de Carne, José Saraiva da Fonseca, afirma que uma comissão de açogueiro foi recebida na quinta-feira pelo prefeito Antonio Belinati. O prefeito nos garantiu que vai nos dar um prazo de seis meses para nos adequar à portaria, diz. Mas ele mesmo reconhece que a portaria é Federal, e no caso de infração pode haver multa. A multa varia entre 800 e 8 mil Ufirs, o que equivale a aproximadamente R$ 700,00 e R$ 7,5 mil.
O delegado federal do Ministério da Agricultura no Paraná, Mário Bezerra, disse ontem que não havia recebido nenhum ofício solicitando a ampliação do prazo. Ele observou que quando a portaria foi editada, em abril do ano passado, as mudanças foram debatidas por todos os representantes do setor. A nossa intenção agora é implantar uma nova cultura na comercialização da carne, a fiscalização no início não será traumática, afirmou. Mas ele não quis adiantar nada sobre a possibilidade ou não de acatar o pedido dos açougueiros de Londrina. Antes preciso conhecer o teor do ofício, afirmou.


