Varejo nega alta do juro ao consumidor
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quinta-feira, 19 de abril de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
O comércio varejista preferiu não tomar atitudes no calor dos acontecimentos e evitou rever para cima suas tabelas de juros, apesar de a Selic ter sido elevada para 16,25% ao ano anteontem. A rede de lojas Magazine Luiza informou que, por enquanto, não pretende mexer nos juros do crediário. A empresa está até projetando um aumento das vendas para o Dia de Mães de até 20% sobre 2000, apostando no aquecimento das vendas.
O grupo Pão de Açúcar e a Casas Bahia também não decidiram se vão ou não alterar as taxas, questão que ainda está sob análise. A Credicard, por sua vez, anunciou ontem que não irá alterar as taxas de juros de seu crédito rotativo em função da elevação da taxa Selic, disse o vice-presidente de Finanças, Gustavo Freitas.
Segundo ele, as taxas atuais de 4,5% a 11,5% serão mantidas. Freitas explicou que os encargos contratuais cobrados pelas empresas são compostos por três fontes de recursos, sendo que apenas o custo financeiro é influenciado pela Selic. Os demais são taxas de remuneração de garantia e de administração.


