Varejo não antecipa pedidos para o Natal
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quinta-feira, 11 de setembro de 2003
Marcia Furlan<br>Agência Estado 
São Paulo As encomendas do varejo com vistas a abastecer as lojas para o Natal devem repetir o cronograma dos últimos dois anos. Em razão de incertezas econômicas que comprometem previsões, o comércio vem preferindo retardar os pedidos, a fim de adequar os volumes com a demanda. Desta forma, em vez de os preparativos começarem em agosto e setembro, como ocorria até 2000, a movimentação só deve começar de fato em outubro e novembro.
A possibilidade de antecipação em relação aos dois últimos anos chegou a ser lembrada pela diretora da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Clarice Messer, considerando o comportamento de produção de algumas empresas, mas o varejo ainda se mantém cauteloso. ''Na situação atual de demanda não há necessidade de antecipação dos pedidos'', disse o presidente da Associação Paulista dos Supermercados (Apas), Sussumu Honda.
Clarice relatou que, desde maio, quase todos os segmentos da indústria paulista começaram a viver a história que a indústria automobilística já tinha antecipado: baixas vendas e estoques cheios. A partir daí, reduziram o ritmo de suas linhas de produção e passaram a escoar as mercadorias estocadas. Este é um processo no qual a indústria ainda se encontra, mas há indicações de que os pedidos começam a pipocar.


