Varejo mostra tendência do consumo
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domingo, 22 de setembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O presidente FHC abre hoje, no Rio de Janeiro, a 36 Convenção Nacional de Supermercados, em comemoração aos 50 anos do setor no país. A presença do presidente ensejou algumas ironia por parte dos dos críticos do governo. Para eles, este é o momento que vencedores recebem o vencido, afinal, o governo de FHC não conseguiu conter os preços no varejo, apesar de focar toda gestão econômica no controle da inflação. E o varejo tem nadado de braçadas.
O encontro vai expôr uma nova linha de produtos destinados aos consumidores que buscam novas tendências. As informações são da Agência Brasil.
O evento reunirá 10 mil supermercadistas durante quatro dias de atividades, caracterizadas por palestras dedicadas a áreas de grande importância para o setor como área de recursos humanos, tecnologia, gestão de negócios e internacional, que apresentará como inovação uma mostra preparada exclusivamente para exportação.
O presidente da Associação Brasileira de Supermercado (Abras), José Humberto Pires de Araújo, afirmou, em entrevista à rádio Nacional AM de Brasília, que ''estamos vivendo a década de redenção e modernização do supermercado brasileiro, que não perde em nada para os grandes comércios internacionais'', ilustrando a afirmação com o fato de que, nessa convenção, será lançado um cartão de crédito corporativo, que beneficiará pequenos e médios supermercadistas por conceder-lhes acesso à linha de crédito para a modernização de suas lojas, com juros mais baixos, pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Quanto à questão da concorrência entre os grandes supermercados, como é o
caso do Carrefour e do Extra, afirmou José Humberto, essa é uma competição saudável, que surgiu em decorrência de uma polarização dos centros comerciais, ou seja, os pequenos e médios supermercadistas ocuparam as regiões menores, a periferia, e os nichos de mercados mais específicos, enquanto as grandes empresas ocuparam as grandes cidades, e os grandes centros do país.
Além disso, as grandes empresas apresentam um poder de compra muito grande, fazendo com que os produtos apresentem preços mais baixos e aumentando, com isso, a concorrência e impedindo a formação de cartel entre elas.


