Varejo londrinense cresce no semestre
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terça-feira, 19 de agosto de 2003
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
O faturamento bruto do varejo londrinense nos primeiros seis meses do ano foi 7,88% superior ao mesmo período do ano passado, gerando 8,39% mais oportunidades de emprego, e ao mesmo tempo, reduzindo as despesas com folha de pagamento em 6,41%. Os números fazem parte de duas pesquisas da Federação do Comércio do Paraná (FCP), que também mostram otimismo do empresariado paranaense com relação ao segundo semestre de 2003. De acordo com as pesquisas, 76% dos empresários do Estado acreditam que o desempenho do comércio varejista será entre 5% e 10% superior ao mesmo período de 2002.
A pesquisa referente ao comércio varejista de Londrina é uma das primeiras a avaliar de forma científica o desempenho do comércio da cidade. Até então, a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) usava como parâmetro para medir a performance do setor o índice de consultas ao Protecheque e ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Esses índices, no entanto, não poderiam refletir com fidelidade a variação comercial na cidade, já que não levavam em consideração o valor das compras e os pagamentos feitos à vista, com cartão de crédito ou dinheiro.
O índice de compras reais (realizadas pelos varejistas junto aos distribuidores, com correção deflacionária) do comércio varejista de Londrina nos primeiros seis meses de 2003 foi 5,2% superior ao mesmo período do ano passado. O segmento de livrarias e papelarias foi o carro-chefe do varejo no semestre, apresentando desempenho no quesito compras reais 47,19% superior ao mesmo período de 2002. O faturamento bruto das lojas desse segmento apresentou crescimento ainda maior: 58,22%. O ramo de tecidos foi o que teve o pior desempenho, com compras reais 14,02% menores que no primeiro semestre de 2002 e faturamento bruto 24,42% mais baixo. Apesar disso, o setor de vestuário foi o que apresentou maior crescimento de vagas de emprego no primeiro semestre, com aumento do número de oportunidades de 18,89%.
Segundo a pesquisa de opinião realizada com empresários do varejo paranaense, a alta carga tributária imposta pelo governo às pequenas empresas é apontada como a principal dificuldade enfrentada pelo setor por 70,26% dos entrevistados. Pouco mais de 56% dos empresários também vêem as altas taxas de juros como a principal ameaça para seus negócios.
''O aumento do número de vagas de emprego associado à redução de salários é um processo normal no comércio'', afirma o diretor da Acil Marcelo Cassa. Ele explica que a troca de trabalhadores em detrimento de pessoas mais experientes sempre gera economia na folha de pagamento das empresas. Para Cassa, a avaliação da FCP do varejo em Londrina está de acordo com os números da Acil frente ao setor. ''No primeiro semestre, o aumento de consultas ao SCPC foi de 4,5%, o que pode ser interpretado como um resultado positivo para o comércio''.


