Varejo local já enfrenta redução nas vendas
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terça-feira, 30 de dezembro de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Passado o período de Natal, quando as vendas no comércio de Londrina foram consideradas satisfatórias, com um aumento médio de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, os comerciantes dos mais variados segmentos enfrentam uma pequena recessão. Em alguns segmentos, como no de gastronomia, a redução no número de consumidores chega a 40%, em relação ao período anterior às festas natalinas. Mesmo com a diminuição nos negócios, a expectativa da maioria dos comerciantes é de melhora no próximo ano.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Uzier de Carvalho, afirmou que a redução das vendas no pós-Natal já era algo esperado pelos lojistas, que, normalmente, se preparam para essa época com promoções e facilidades no pagamento, com parcelamento em até 10 vezes. Ele esclareceu que os lojistas aproveitam esse período para conceder férias aos funcionários.
Uzier acredita que o mês de janeiro também será de recessão, apesar de uma provável melhora durante o vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), previsto para ocorrer entre os dias 11 e 14. Ele espera um ano de 2004 melhor para o comércio. ''O governo precisa criar condições para as pessoas comprarem'', completou.
Para o diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Cassa, existe uma sensação de queda nas vendas, pois antes do Natal a quantidade de consumidores nas lojas era muito grande. ''Mesmo com as pessoas nas lojas parece que diminuiu, mas já era esperado'', frisou. Ele observou que nos dias que antecedem o Ano Novo existe um aumento nas vendas de roupas brancas. ''Na cultura japonesa a tradição é trocar presentes na passagem do Ano Novo e Londrina conta com uma grande colônia japonesa'', acrescentou.
A gerente de uma loja de confecções na área central, Ivanete Aparecida de Souza, confirmou que as roupas brancas são as mais procuradas nessa semana. Segundo ela, de cada 10 pessoas que entram na loja, oito procuram por vestidos e camisas para o Revéillon. Outro gerente do mesmo ramo, Carlos Eduardo Fernandes, observou que nesses dias depois do Natal o maior fluxo é de pessoas procurando trocar peças. Porém, os vendedores aproveitam para vender outras peças. ''Como vendemos roupas de verão, a tendência é aumentar as vendas nos próximos dois meses'', declarou.
Quem tem muito a comemorar com as vendas obtidas em todo mês de dezembro são os comerciantes instalados no Shopping Popular, localizado no centro. Conforme Ulisses Sabino, presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Canaã, uma das que administra o shopping, alguns conseguiram vender até 30% a mais do que no mesmo período de 2002. Mesmo após o Natal, as vendas se mantiveram satisfatórias. ''Aqui nunca falta clientes'', comemorou.
Um segmento que não tem muito a comemorar após os festejos do Natal é o de restaurantes e hotéis. O superintendente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Alzir Bocchi, disse que nesse período a comercialização cai até 40% no caso da gastronomia. O pior, conforme ele, ocorre em janeiro, após o vestibular, quando a redução de clientes chega a 60%, principalmente nos hotéis. ''Tem restaurante que fica fechado o mês todo'', pontuou.


