Varejo faz estoque à espera do aumento
Donos dos postos de gasolina estão estocando combustíveis em diversos pontos do País. Os pedidos das revendas às distribuidoras chegam a 10 milhões de litros por dia e tem por objetivo um ganho adicional em razão do aumento do preço dos derivados de petróleo. A informação é do diretor de Assuntos de Concorrência do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Mendes Vaz, ao explicar que este mecanismo ocorre com frequência às vésperas do anúncio de reajuste.
Acho que não existe um aumento do consumo, que chega a 66 milhões de litros por dia, mas uma ação das revendas para manter os tanques cheios, afirmou Vaz. Mas o contrato entre a Petrobras e as distribuidoras determina que, se houver um aumento da cota de combustíveis, a estatal poderá cobrar a diferença.
Os cálculos feitos pelo dirigente indicam que, se o governo pretende zerar o déficit da Parcela de Preço Específica (PPE), não há necessidade de reajustar o preço do litro da gasolina, já que os ganhos do governo são suficientes para este equilíbrio. Porém, no caso do diesel, tomando por base o cenário atual, Vaz estima a necessidade de um aumento do preço do litro entre 4% e 5% nas refinarias. Já o gás de cozinha necessitaria de um reajuste em torno de 64%. Para o dirigente do Sindicom, o reajuste deve ser anunciado na próxima semana.





