A taxa média de juros praticada pelo comércio nacional em setembro foi de 9,10% ao mês, contra 8,78% em agosto, segundo levantamento da Anefac, associação que reúne executivos de finanças, administração e contabilidade.
A taxa de inflação acumulada nos últimos 12 meses terminados em setembro foi de 0,05% (IPC-Fipe), contra um custo médio no crediário de 194,24% no mesmo período. Em setembro, as lojas no Estado de São Paulo foram as que praticaram juros mais elevados (9,35% ao mês) e as de Minas Gerais, cobraram as menores taxas entre os estados brasileiros (8,96% ao mês, em média).
Os juros nas lojas acompanharam a evolução da taxa básica sinalizada pelo Banco Central, que aumentou de 19% para 49,75% ao ano. Apesar da elevação da Tban para 49,75%, o mercado financeiro praticou em setembro taxas de 35% ao ano, o que significou acréscimo de 16 pontos percentuais em relação ao mês anterior. A taxa média no crediário subiu 17,52 pontos percentuais no mesmo período, apontou o levantamento.
O governo reduziu o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 15% ao ano para 6% ao ano e os preços estão em queda (houve deflação nos meses de agosto e setembro). Apesar disso, as taxas de juros continuaram elevadas e crescentes no varejo em todo o País.
Miguel José Ribeiro de Oliveira, coordenador da pesquisa e vice-presidente da Anefac, disse que o crediário passou a ser o negócio principal das lojas. Os comerciantes argumentam que praticam juros altos para se acautelarem com relação à inadimplência. Oliveira afirma que ‘‘é justamente essa cobrança sem lógica que acaba tendo efeito contrário e aumenta e dificulta a atual crise de crédito’’.
Entre os financiamentos do comércio por setor, o de veículos pratica as menores taxas (média de 5,18% ao mês), segundo a pesquisa, e a de artigos do lar é o responsável pelas as maiores (média de 11,34%).Arquivo Folha‘Proteção’ contra a inadimplência aumenta a crise de créditoAgência Estado

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