Varejo eletrônico vende R$ 12,7 bi no 1o semestre
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
O comércio eletrônico teve crescimento de 24% no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período do ano passado, registrando faturamento de R$ 12,74 bilhões. Cerca de 35,5 milhões de pedidos foram feitos pela internet com tíquete médio de R$ 359,49. Os números são da 28ª edição da pesquisa Webshoppers, da e-bit, empresa especializada em dados do setor. Nestes seis meses de 2013, o segmento de Moda e acessórios se consolidou como o maior em vendas on-line, seguido pelos eletrodomésticos, cosméticos e perfumaria, informática e livros.
A e-bit prevê que o comércio eletrônico deve chegar ao final do ano com faturamento de R$ 28 bilhões. Este número representaria elevação de 25% frente ao apurado durante o ano passado. A previsão otimista de alta nas vendas, mesmo diante de um cenário de desaquecimento do consumo, se explica pela adesão de novos consumidores às compras on-line e ganho de participação de mercado sobre lojas físicas, avaliou a e-bit.
As vendas do setor, segundo a pesquisa, têm se concentrado nas lojas de grande porte. As 50 maiores redes respondem por 80% da receita. A companhia acredita que o Brasil tenha de 30 mil a 40 mil vendedores on-line legalizados e estabelecidos, o que significa que milhares de redes disputam os 20% restantes do mercado.
O relatório apontou ainda que, no primeiro semestre de 2013, houve a entrada de 3,98 milhões consumidores no meio on-line. O número é um pouco menor do que o reportado no mesmo período do ano passado, quando foram 4,64 milhões de entrantes. Ainda assim, Pedro Guasti, diretor da e-bit, avalia que há grande potencial para crescimento. A maior parte do novo público, destaca, é das classes C e D. Dos consumidores estreantes, 58,62% têm renda familiar de até R$ 3 mil.
Na visão do professor de e-commerce do ISAE/FGV, Eduardo Maróstica, o crescimento de 24% no varejo eletrônico tem relação com a profissionalização do setor, à maior segurança nas compras on-line e de mudanças na lei, que obrigaram o comércio eletrônico a fazer adaptações positivas. "Está mudando o perfil do consumidor, que está pesquisando offline e on-line e vendo que o preço dos produtos na internet é de 20% a 30% menor", afirma. O potencial de crescimento, entretanto, pode chegar até a 100% se houver maior profissionalização, opina Maróstica, que tem pós-doutorado na área na Florida Christian University (FCU), na Flórida (EUA).
Moda e acessórios
O segmento de Moda e acessórios representou 13,7% do faturamento do varejo virtual neste primeiro semestre. Para Rosilene Rosado, consultora de e-commerce, o fato de o brasileiro estar comprando on-line também na categoria de roupas e acessórios mostra que o País está seguindo tendências mundiais. "As vendas on-line são muito mais práticas para as pessoas que não podem ir à loja das 8h às 18h. É por isso que tem crescido muito. A pessoa acessa a hora que quiser."
Rosilene é consultora de duas lojas de e-commerce no segmento de confecções em Londrina. Uma delas é a Silvia Dorê, que desde o ano passado dispensou as lojas físicas para investir nas vendas on-line. "Primeiro pela ampliação da base. A loja deixa de atender só o mercado regional e passa a atender o Brasil inteiro." Ela também credita a decisão ao custo do investimento, mais baixo para o comércio eletrônico. Segundo ela, o investimento inicial da loja on-line girou em torno dos R$ 300 mil.(Com Agência Estado)



