Varejo do Paraná cresce mais que a média nacional
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quinta-feira, 14 de março de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados animadores para a economia paranaense, em sua última Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), relativa ao mês de janeiro de 2013. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o comércio varejista do Estado teve um crescimento das vendas reais de 9,9%, superando a média nacional, de 7,1%.
Além disso, com essa marca, o varejo do Paraná obteve o melhor desempenho em vendas entre os estados das regiões Sul e Sudeste. "É realmente algo a ser comemorado e se deve ao fato de termos uma indústria próspera, que movimenta a economia. É o caso também do agronegócio", avalia o professor de economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e consultor financeiro da Associação Comercial de Londrina (Acil), Renato Pianowski.
De acordo com a pesquisa, o desempenho positivo foi sustentado pelos setores de combustíveis e lubrificantes (14,6%), artigos farmacêuticas e de perfumaria (13,4%), artigos de uso pessoal e doméstico (13,9%), veículos, motocicletas, partes e peças (15,5%) e material de construção (10,1%). "Os três primeiros não me surpreendem muito. Já com relação aos outros dois, não há como negar que tiveram essa importância devido a incentivos do Governo Federal", analisa o economista.
O comércio varejista paranaense também se saiu bem em outras comparações. Como a que analisou o volume comercializado nos últimos 12 meses (até janeiro de 2013), período que o setor registrou alta de 8,1%, mais uma vez superando a média nacional de 7,9% e ficando atrás de São Paulo (9,2%) e Rio Grande do Sul (8,7%). No período, os segmentos determinantes para a boa performance paranaense foram artigos de uso pessoal e doméstico (19,8%), artigos farmacêuticos e de perfumaria (19,7%), hipermercados e supermercados (9,4%) e veículos, motocicletas, partes e peças (8,6%).
Já em uma medição mais restrita, que não incorpora veículos, motos e material de construção, o valor real das vendas cresceu 3,8% na comparação de janeiro de 2013 e o mesmo mês do ano passado. Mais uma vez, o Paraná teve melhor desempenho do Sul e Sudeste e maior que a média do País, de 0,6%.
"Esse comportamento favorável reflete essencialmente o panorama de vitalidade do mercado de trabalho regional, que vem apresentando acréscimos expressivos nos níveis de ocupação mais nobres, com maiores rendimentos", afirma o economista Gilmar Lourenço, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Lourenço acredita que o cenário positivo do comércio paranaense deve ser mantido durante o ano, devido a fatores como recuperação da renda do agronegócio e impactos de obras de infraestrutura, realizadas pelo governo estadual.
Já o economista Renato Pianowski, da Acil, não é tão otimista e faz um alerta. "A inflação já deu mostras de algo não muito bom e as coisas podem não se manter tão bem assim. Para isso é preciso diminuir os impostos", declara.
2012
O comércio do Paraná fechou 2012 com saldo positivo. No acumulado do ano, cresceu 5,8% e na comparação de dezembro com novembro, o acréscimo nas vendas foi de 12,62%. É o que revela a Pesquisa Conjuntural do Comércio, realizada pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR), em parceria com o Sebrae.
Carro e casa próprios aqueceram a economia do Estado. Os segmentos do varejo que tiveram maior elevação nas vendas foram materiais de construção e móveis, decorações e utilidades domésticas. O bom desempenho foi estimulado pela queda nos juros, redução tributária em itens específicos de construção, manutenção dos financiamentos habitacionais e melhoria na renda.
Londrina
O comércio londrinense obteve alta de 9,44% no acumulado do ano. As empresas de móveis, decorações e utilidades domésticas obtiveram elevação de 25,58, o maior índice do setor no estado. A substituição do mobiliário antigo, a queda do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o financiamento facilitado contribuíram para este aquecimento. Outros setores que registraram grande crescimento nas vendas foram os de lojas de departamentos (15,38%), óticas (13,87%) e livrarias e papelarias (12,70%).



