Varejo deve registrar em 2015 o pior Dia das Mães desde 2004
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quinta-feira, 30 de abril de 2015
Idiana Tomazelli<br>Agência Estado 
Rio - O varejo deve registrar em 2015 o pior Dia das Mães desde 2004, estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As vendas na segunda principal data comemorativa para a atividade devem crescer 0,5% em relação a igual período do ano passado, com receita próxima a R$ 6,5 bilhões.
O ritmo fraco das vendas devem afetar diretamente o mercado de trabalho, e as contratações de temporários também serão menores este ano. No total, serão geradas 29,6 mil vagas, 0,5% a menos do que em 2014, segundo a CNC.
O salário médio de admissão no varejo, por sua vez, deverá ficar em torno de R$ 1.105,00, uma queda real de 0,7% ante um ano atrás. "As perspectivas de efetivação também devem ser menos favoráveis", avaliou a entidade.
O setor de vestuário costuma ser um dos maiores empregadores nesta época do ano, diante da grande procura por artigos do segmento. Mesmo assim, o contingente de 16,9 mil trabalhadores que devem ser admitidos será 1,5% inferior do que o de 2014.
Em termos de vendas, as categorias de vestuário, hiper e supermercados e de móveis e eletrodomésticos são as mais buscadas pelos consumidores. Todas, porém, devem registrar retração neste ano. "A maior queda será na venda de móveis e eletrodomésticos, com recuo de 2,8%", prevê a CNC.
No primeiro trimestre, a confiança das famílias desabou ante a aceleração da inflação, a perspectiva ruim para o emprego, o cenário político conturbado e o anúncio das medidas de ajuste fiscal, que devem bater diretamente no bolso dos consumidores. Em abril, apesar da alta mensal, o índice de confiança continuou 20,1% abaixo do patamar observado em abril do ano passado, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Além da baixa propensão aos gastos, o comércio tem sido impactado também pela alta dos juros. "As vendas em diversos segmentos do varejo já sofrem impactos negativos em decorrência da elevação do custo do crédito ao consumidor, cuja atual taxa de juros (54,4% ao ano) se encontra no patamar mais elevado desde março de 2011", destacou a CNC.
As vendas de produtos em farmácias e perfumarias, porém, devem registrar avanço de 7,8% em relação ao Dia das Mães do ano passado, beneficiadas pela inflação menor neste segmento. O resultado será o melhor entre os setores, segundo a confederação.


