O impacto do reajuste do óleo diesel, que foi de 12% a 17% dependendo da região do Paraná, deverá chegar ao consumidor final em duas semanas. A avaliação é do presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná, Diumar Bueno. O prazo estimado por ele é o bastante para que seja efetuado o repasse para o frete e para os preços no varejo. ''O caminhoneiro não consegue aumentar o valor imediatamente, mas haverá repasse, pois ele já trabalha no limite.''
Bueno destaca que o impacto do reajuste do diesel é ''violento'' para a classe. ''Primeiro, temos de absorver o aumento por pelos menos 15 dias e, depois, porque todos os insumos sobem junto com o combustível. No fechamento das contas do mês é que vamos realmente sentir o quanto representou'', relaciona.
Ele calcula que os preços finais dos produtos transportados em caminhões devam sofrer aumentos de até 20%. Bueno critica a política de preços do setor. ''Nosso País transporta 70% do que produz em carrocerias de caminhões. O diesel não poderia subir desse jeito. O combustível é a matéria-prima da nossa economia'', critica.
Álcool - Os aumentos constantes no preço do álcool combustível será investigado pela Promotoria de Defesa do Consumidor. Ontem, o promotor Miguel Sogaiar encaminhou ofício à Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), com sede em Maringá, solicitando documentos que mostrem os preços praticados pelas usinas.
O Procon de Londrina também começa hoje a fiscalizar os postos de combustíveis com a intenção de averiguar o preço pago pela revenda às distribuidoras e o valor cobrado nas bombas. Segundo Martiniano Tito Valle, coordenador do Procon-Ld, o objetivo da fiscalização é verificar se está ocorrendo abuso e alinhamento de preço do produto.

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