Varejo ampliado no PR supera vendas do País
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Fábio Galão <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A variação do volume de vendas do comércio varejista no Paraná no primeiro semestre de 2011 foi inferior à registrada nacionalmente, mas no varejo ampliado - que inclui setores de veículos e material de construção -, o Estado teve desempenho melhor na comparação com o índice geral do País. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ontem divulgou os números de junho e os acumulados nos seis primeiros meses do ano.
De acordo com o levantamento, o comércio varejista paranaense em junho teve um volume de vendas 6,9% superior ao registrado no mesmo mês em 2010. No primeiro semestre de 2011, o crescimento do Paraná foi de 5,1%. Os números gerais registrados no País foram superiores ao desempenho paranaense, com variações de 7,1% em junho e de 7,3% nos seis primeiros meses do ano.
Isso ocorreu porque, dos oito setores que compõem a pesquisa de comércio varejista do IBGE, em apenas três o Paraná teve variação do volume de vendas melhor do que o índice nacional, tanto no mês de junho quanto no acumulado no semestre: o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; e o de outros artigos de uso pessoal e doméstico.
Entretanto, no comércio varejista ampliado, o volume de vendas no Paraná cresceu 11,4% na comparação entre junho de 2010 e de 2011, e 10,5% no primeiro semestre em relação aos seis primeiros meses do ano passado, contra variações de, respectivamente, 9,5% e 9,2% no âmbito nacional.
Reflexo, segundo o IBGE, do bom desempenho dos setores de veículos, motocicletas, partes e peças automotivas e de material de construção no Estado. O aumento mensal do volume de vendas da primeira área foi de 16,9% e o semestral de 17,9% (contra 13,2% e 12,1% nacionalmente), e o da segunda, de respectivamente 16,1% e 12,7% (nacionalmente, foi de 13,3% e 12,6%).
Reflexos de crescimento
O economista Vamberto Santana aponta que os índices expressivos apresentados tanto local quanto nacionalmente por esses dois setores ainda são reflexos do perfil de crescimento que a economia brasileira vem apresentando.
''No setor automobilístico, não vejo grandes diferenças no Paraná em relação a Estados com perfil econômico semelhante. Em parte, a grande variação pode ser explicada pelos descontos que são oferecidos pelas concessionárias. E o Paraná tem uma produção de veículos expressiva, que representa uma vantagem de preço no momento da venda. Além disso, entram na pesquisa do IBGE as vendas de ônibus, caminhões e tratores, veículos que, além de terem um complexo automobilístico importante no Estado, têm demanda grande e variada no Paraná'', explica Santana. Já o aumento das vendas de material de construção é resultado da facilidade de crédito para compra e reforma de imóveis e tem sido expressivo em várias regiões, segundo o economista.


