Entre as vantagens oferecidas pelas cooperativas de crédito, estão a possibilidade de encontrar juros de crédito menores que os de bancos e remuneração maior oferecida por títulos emitidos pela instituição - como os RDC (Recibos de Depósitos Cooperativos), equivalentes aos CDB (Certificados de Depósitos Bancários) dos bancos.
Para virar cooperado e acessar os serviços, é preciso comprar cotas para se tornar sócio da instituição, que pode ser fechada a uma classe - funcionários de uma empresa, servidores etc.- ou aberta a outros interessados.
Como o objetivo da instituição não é obter lucro, pois se trata de uma cooperativa, todo esforço é feito para que a taxa oferecida nos empréstimos cubra apenas os custos e seja mais baixa do que a dos bancos. Se ao final do exercício houver lucro, ou sobra, como é chamada, a quantia é redistribuída aos associados.
As cooperativas exigem maior participação dos usuários na administração. Os cooperados devem comparecer às assembleias para acompanhar a evolução dos empréstimos, dos índices de inadimplência e contribuir para a tomada de decisões na entidade.
A recomendação mais importante aos usuários é que enxerguem as cooperativas como uma instituição financeira como outra qualquer, com riscos. "É importante saber quem é o presidente, quem são os gestores e conversar com outros cooperados", afirma a planejadora financeira Myrian Lund.
Nos últimos cinco anos, oito instituições foram liquidadas pelo Banco Central. No segmento de bancos, houve sete liquidações no mesmo período. De acordo com o diretor do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), Abelardo Duarte de Melo, esses casos de liquidações entre cooperativas são cada vez mais raros porque as auditorias estão mais atentas e as cooperativas com problemas têm sido incorporadas por outras entidades saudáveis.

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