"Com o shopping, profissionalizamos o atendimento", diz o produtor Rafael Berger Prochet, que trabalha com a raça de ovinos Texel
"Com o shopping, profissionalizamos o atendimento", diz o produtor Rafael Berger Prochet, que trabalha com a raça de ovinos Texel | Foto: Ricardo Chicarelli



Durante a ExpoLondrina 2018 – que foi aberta nesta quinta-feira (5) e prossegue até 15 de abril, no Parque Ney Braga - não são apenas os leilões que atraem criadores em busca de animais de ponta para suas propriedades. Novas modalidades de comercialização, digamos, um pouco mais flexíveis, chamam a atenção de compradores durante a feira. São os chamados shoppings de comercialização, que têm como características interessantes o parcelamento no cartão de crédito, grande disponibilidade de animais, maior tempo de duração e, claro, menor custo para os promotores. São uma boa alternativa e um complemento aos leilões que acontecem na Expo.

Em relação aos bovinos, um dos destaques é o Mostra Nelore Abra, que oficialmente acontece dos dias 11 a 13 de abril, mas segue durante todo o evento. A expectativa é que estejam neste sistema de venda em torno 40 animais da promotora e seus convidados, incluindo matrizes, prenhezes, bezerros e reprodutores, neste caso, venda por imagens no formato de um leilão dentro da mostra. "No leilão a venda é por lance, uma venda de momento (de quem oferta mais). Já nos shoppings, a comercialização é programada, com valor fixo, e funciona por mais dias (na feira)", explica o diretor de pecuária da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Ricardo Rezende. Na concepção dele, esta modalidade é bem interessante para os compradores, "oferecendo mais animais sem um tempo específico para a exposição das cabeças".

Lançamento
Um dos shoppings da ExpoLondrina que promete ter grande liquidez ao longo dos dez dias é da raça de ovinos Texel, que acontece pela primeira vez na feira. A ideia é do produtor Rafael Berger Prochet, que possui propriedade em Londrina com 70 animais puros para melhoramento genético (P.O) e mais 120 matrizes em Jaguapitã.

Prochet explica que há dois anos resolveu apostar na ovinocultura. Anteriormente seu foco eram os cavalos de hipismo. A atividade chamou a atenção dele após ver o projeto dos Irmãos Itimura (modelo de negócio familiar no Norte do Paraná)e resolveu apostar este ano no formato de shopping, ofertando em torno de 70 animais puros e 50 comerciais, somados todos os parceiros expositores. "Percebi que a comercialização dos ovinos era muito informal, na porta da cocheira. Com o shopping, profissionalizamos o atendimento, aproximamos o comprador do criador e temos mais dias para ofertar os animais, com um custo menor."

Desta forma, segundo Prochet, é possível oferecer um melhor preço de venda aos interessados. "Geralmente em leilões o parcelamento acontece no boleto. Aqui na Expo vamos parcelar no cartão de crédito. Acredito bastante no projeto, esperamos uma liquidez bem considerável e com preços que atendam aos criadores."

Em relação ao seu trabalho com os ovinos Texel, o criador explica que é uma raça holandesa produtora de carne, rústica e altamente adaptada ao Brasil. "São animais com um rendimento bom de carcaça e carne diferenciada. Hoje um cordeiro vivo de 40 quilos fica na faixa de R$ 360." Por fim, Prochet explica que o ciclo de produção é curto, o que demonstra ainda mais rentabilidade. "São cinco meses de gestação e mais cinco meses para o término do cordeiro."

mockup