‘‘Para as mulheres, carregar moedas é mais fácil’’, disse o funcionário do Banestado Gilberto Nogueira, em Londrina. Segundo ele, nas bolsas femininas sempre têm ‘‘extras’’. Para os homens, que normalmente carregam dinheiro em carteiras, o destino das moedas é sempre o fundo da gaveta. De acordo com Nogueira, a estabilização do Real levou a um aumento do número de poupadores de moedas. ‘‘Eles acumulam quantias razoáveis em cofrinhos que o banco distribui aos clientes’’. Nogueira comentou ainda que a moeda estável fez com que voltasse o velho hábito de guardar dinheiro ‘‘embaixo do colchão.’’
As novas moedas lançadas em 1998, por serem de tamanho maior, não cabem nos moedeiros usados pelos caixas de bancos e supermercados. Segundo o bancário Luís Carlos Martins, essa é a principal razão da falta desse tipo de moeda no mercado.
Os consumidores, que muitas vezes são prejudicados na hora do troco, parecem ter se acostumado a receber balas. ‘‘Eu não ligo, porque acabo chupando as balas’’, afirmou Américo Orasmo, 78. A balconista Ademilde Ferreira Batista, por sua vez, garantiu que não aceita bala ‘‘de jeito nenhum.’’(M.B.)

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