O reajuste do salário mínimo regional do Paraná depende do piso nacional. Desde 2017 ficou acordado entre governo estadual, entidades patronais e sindicatos de trabalhadores que a variação seguiria a estipulada pela regra federal, ao menos até 2021. A reunião do Conselho Estadual do Trabalho está marcada para esta quarta-feira (23), na sede da secretaria do setor, para bater o martelo sobre os 4,61% de reajuste, que passarão a contar a partir de 1º de fevereiro.

No Paraná, são quatro faixas salariais diferentes, que variam de R$ 1.247,40 a R$ 1.441,00. O piso regional foi criado em 2006, durante a segunda gestão do então governador Roberto Requião, para atender categorias que não tinham convenção coletiva e aumentar o poder de compra dos paranaenses.

Não está claro, mesmo para os representantes das categorias, se uma mudança proposta pelo presidente Jair Bolsonaro impactará no formato para os anos seguintes. "Se o governo nacional mudar a regra, dependemos de um entendimento da Procuradoria Geral do Estado para saber se muda algo", diz o presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Edson Campagnolo. "Essa lei também terá de ser rediscutida", afirma o supervisor técnico da regional paranaense do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o economista Sandro Silva. (F.G.)

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