Segundo o consultor econômico da Associação Comercial de Londrina, Marcos Rambalducci, o aumento de 5,75% no valor que deverá ser injetado no comércio da cidade com a compra de presentes de Natal é na verdade um decrescimento se for levado em consideração que a inflação nas faixas de renda das classes B e C foi de cerca de 7,5% a 8%. Na visão do consultor financeiro e empresarial Charles Vezozzo, nesta data, as pessoas têm, sim, a intenção de gastar, pois, para algumas classes sociais, o poder aquisitivo aumentou e o fator emocional tem forte influência. Mas elas ainda se encontram temerosas em relação às condições econômicas do ano que vem. "É uma incógnita. O governo está colocando crescimento (da economia) baixo."
Depois de um ano difícil, os comerciantes colocam as esperanças nas vendas do Natal. "Outubro já foi positivo. Esperamos que novembro e dezembro também sejam positivos, como a pesquisa acabou de confirmar", declara o diretor comercial da Acil, Fernando Moraes. Para Davi Ferreira, gerente de uma loja de confecções, a movimentação em torno da Copa do Mundo e das eleições influenciaram negativamente o comércio. "A política dá uma mexida na economia, as pessoas ficam mesmo assustadas, mas por mais que o ano em si tenha começado com algumas dificuldades, estamos esperando superar as vendas do Natal passado em 20% a 30%."
Gerente de uma loja de calçados, Ricardo Estevam se diz otimista com as vendas de Natal. "Acredito que vai ser bom. Dezembro é um mês diferencial. O mercado está se aquecendo desde outubro. No ano passado não foi como esperávamos, crescemos 7% a 8%. O pessoal estava muito endividado, mas este ano, eles estão se antecipando e procurando limpar o nome antes de dezembro chegar. Esperamos crescimento acima de 10%." (M.F.C.)

Imagem ilustrativa da imagem Valor injetado no comércio é moderado
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